2.ª Conferência da Human Resources debate inovação

“A Inovação na Gestão de Pessoas” foi o tema da 2.ª Conferência da revista Human Resources Portugal que reuniu mais de 150 profissionais na manhã de 15 de Novembro, no Hotel Dom Pedro, em Lisboa.

Arménio Rego, professor da Universidade de Aveiro, abriu a sessão com um convite à reflexão sobre três tópicos: a relevância dos trabalhadores mais velhos na organização, a necessidade de promover uma cultura organizacional de mérito e a importância das virtudes.

«Para inovar, às vezes, não é preciso mesmo inovar, basta ir ao essencial», afirmou.

Foi sobre a “Inovação com Valor na Gestão de Pessoas” que os oradores da 1.ª mesa redonda se debruçaram, com moderação de Álvaro de Mendonça, jornalista. Rui Semedo, presidente do Conselho de Administração do Banco Popular, sublinhou a necessidade de se ser genuíno e defendeu a liderança pelo exemplo: «As pessoas que mais admiro são aquelas em que “what you see is what you get” (o que vês é o que tens). Fazer o que se apregoa é a única forma de tirar partido do que cada pessoa tem de melhor». Para Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase, o segredo está no desafio: «Ter uma cultura que encoraje resultados, que encoraje aquele que vai à luta independentemente do contexto». Mário Costa, presidente da Randstad, focou a importância da comunicação: «Devemos falar com todos os colaboradores para saberem o que queremos deles e do seu trabalho». Sandra Ribeiro, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), ressalvou o facto de trabalhar numa organização pública que promove a igualdade e deixou a audiência com uma questão sobre a necessidade de não desperdiçar talento apenas com base no género: «Olhem para a realidade das vossas empresas e perguntem-se: Estamos mesmo a aproveitar tudo?».

A 2.ª mesa redonda, com moderação de Fernando Neves de Almeida, presidente da Boyden Portugal, tratou do “Desempenho e Excelência Acima dos 50 Anos”. Teresa Paula Nascimento, directora de Recursos Humanos do Millennium bcp, começou por ressalvar algumas das características dos trabalhadores nesta faixa etária: «Não gostam de discriminação positiva por causa da idade, não se desfiliam das organizações quando os resultados descem, sabem avaliar muito bem aquilo que recebem e aquilo que entregam às organizações, são generosos a contribuir na formação do outro». Por seu lado, Maria João Martins, directora de Recursos Humanos da EDP, partilhou o programa “Valorizar a Experiência” dos colaboradores com mais de 30 anos de casa: «Trabalhamos o aumento da produtividade – porque estas pessoas podem e querem dar mais -, trabalhamos o aumento da motivação – porque estão mais felizes – e trabalhamos a aceleração de partilha de conhecimento na organização». Pedro Ramos, director de Gestão de Pessoas e Capital Humano da Carris, começou por recordar provérbios como “burro velho não aprende línguas” para explicar como «a discriminação começa nas questões culturais», mas sublinhou a importância dos quadros mais experientes para a transmissão de conhecimento e valor aos recém-chegados. Carlos Figueiredo, director de Recursos Humanos da Unilever Jerónimo Martins, defendeu que a questão não se deve pôr na idade, mas na capacidade de atingir resultados: «A empresa não discrimina [faixas etárias] porque não pode discriminar o talento».

Coube a Luís Portela, chairman do grupo BIAL, encerrar a conferência, tendo optado por partilhar três histórias do seu percurso profissional. Na primeira, ilustrou como a mudança da cultura organizacional deve partir do exemplo dos líderes, como no que à pontualidade diz respeito. Na segunda, como a capacidade de acreditar e a paixão pelo que se faz é condição determinante para concretizar desafios, como criar o primeiro centro de investigação farmacêutico em Portugal. E na terceira, explicou como as organizações também podem falhar, como em casos em que os colaboradores insistem em não querer mudar e adaptar-se à cultura da empresa.

À conferência seguiu-se a entrega dos prémios “As Empresas Mais…” da revista Human Resources Portugal, que premiou o que de melhor se anda a fazer nas áreas de liderança e de gestão de capital humano.

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