Quais são os actuais desafios da Gestão de Talento?

No âmbito do 9.º Encontro da Transportes em Revista, que decorreu nos dias 25 e 26 de Junho, no ISEL, vários especialistas debateram a Gestão de Recursos Humanos, numa sessão paralela sob o tema “Pessoas & Negócios – Desafios e Oportunidades”.

A sessão, organizada e moderada por Pedro Ramos, administrador executivo da Groundforce, arrancou com a apresentação de Luis Schawb, partner da Inov2win. O keynote speaker lançou o tema “Novos Desafios das Pessoas no Negócio das Nossas Empresas” com a ideia de que no mundo empresarial «evoluímos de uma lógica transaccional para uma lógica relacional», onde todos os colaboradores são «agentes de negócio» capazes de interferir na satisfação do cliente em relação à empresa e ao produto.

Este foi o mote para as duas mesas redondas que se seguiram. A primeira, sob o tema “Liderança, Mobilização e Mudança nas Empresas nos Atuais Contextos”, juntou Maria João Martins, partner da My Change; Patrícia Fernandes, directora de Marketing & Comunicação da Microsoft; e André Borralho, director de Recursos Humanos e Qualidade da Urbanos.
Maria João Martins expôs um case study sobre o trabalho da My Change desenvolvido com a Groundforce, o qual teve como objectivo construir uma mudança sustentada na empresa a partir das suas pessoas. «Não acredito em empresas que não acreditem nas pessoas. É muito mais fácil quando se envolvem líderes e colaboradores. Na mudança efectiva de comportamentos é preciso uma tensão positiva inteligente que a estimule continuamente de forma evolutiva», afirmou a profissional.
Depois, Patrícia Fernandes falou do período de inovação tecnológica em que a Microsoft está a investir a fim de acompanhar o cada vez mais competitivo mercado dos gadgets. A especialista explicou que, na área de Recursos Humanos, «as pessoas têm de perceber o que está a acontecer para estarem envolvidas na transformação. Pessoas não envolvidas são pessoas que criam ruído».
No mesmo sentido, e no contexto da Urbanos, André Boralho declarou que «se não houver envolvimento das chefias intermédias, se eles não acreditarem na mudança» não há transformação. Isto a propósito dos processos de integração e aquisição que as empresas do sector dos transportes têm ultrapassado nos últimos anos.

“Novos Desafios da Gestão dos Talentos nas Nossas Empresas” foi o tema da segunda mesa redonda, na qual participaram Elsa Carvalho, directora de Recursos Humanos da REN; Fernando Magalhães, director de Recursos Humanos dos hotéis Vila Galé; e Tiago Almeida, manager da Experis.
Elsa Carvalho explicou que a análise das faixas etárias dos quadros da REN revelou que no prazo de 5 anos 20% dos directores ir-se-iam reformar, em 10 anos essa taxa subiria para os 60%, sendo que no prazo de 12 anos também 70% das pessoas que asseguravam as funções técnicas atingiriam o prazo da reforma. Por isso, a directora de RH assertou a importância de «desenvolver programas de passagem de know-how, de formação de novos quadros e de criação especificamente dos planos de sucessão».
Fernando Magalhães partilhou uma reflexão sobre Gestão de Talento, a partir da agenda que desenvolveu durante uma semana de trabalho com as chefias das unidades hoteleiras Vila Galé no Brasil, para alinhar as estruturas de RH da empresa dos dois lados do Atlântico. «Se nós queremos gerir talento, temos de envolver as pessoas. É envolvendo as pessoas que se vai descobri-las. Como de igual forma não há chance de fazer gestão de talento sem formar, mas formar sempre», afirmou o profissional.
Por fim, Tiago Almeida falou da forma como a Experis faz a gestão dos seus colaboradores, apostando, por exemplo, na formação. «Nós dotamos os nossos colaboradores de todas as ferramentas necessárias, mas fazemos muita formação interna. Perdemos horas, se não dias, se não meses da nossa vida anual a formar as nosssas equipas actuais».

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