Como gerir num ambiente multidisciplinar

Saiba como a EDP, a Uniplaces e os Hotéis Vila Galé encaram este tema nos mais diversificados aspectos.

Vivemos numa sociedade com empresas organizadas em equipas multi, seja nas suas valências, nas suas experiências ou na sua diversidade e isso ficou bem visível na segunda mesa redonda da XI Conferência da Human Resources Portugal que, moderada por Tiago Brandão, director de Recursos Humanos da Unicer, contou com a participação de Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador dos Hotéis Vila Galé, Miguel Santo Amaro, administrador da Uniplaces, e Paula Carneiro, directora de Recursos Humanos da EDP. «Nesta mesa temos como principal objectivo expor as experiências de cada empresa, retirando e partilhando boas práticas que as organizações evidenciem», refere, em modo de introdução, Tiago Brandão.

Para Paula Carneiro, directora de Recursos Humanos da EDP, a empresa é uma referência quando se fala de multiplicidade de gerações, idades e nacionalidades, pois, presente em 14 geografias, nela convivem cinco gerações (dos 19 aos 72 anos) e 32 nacionalidades, «o que faz da adaptação à diversidade um ponto fulcral na vida da empresa bastante presente sobretudo ao nível da Comunicação Interna a qual opera uma ligação não só geracional mas também geográfica». De acordo com Paula Carneiro, «um dos grandes desafios que se coloca hoje à organização assenta em conseguir fazer uma renovação geracional mantendo-se a EDP como um empregador global», e aqui entra o tema da atractividade. «Conseguir trazer novos perfis e colaboradores com novas skills é hoje um desafio para a EDP, uma vez que, sendo uma empresa com 40 décadas de vida, tem colaboradores com as mesmas décadas de antiguidade». Ao mesmo tempo, os colaboradores mais jovens «funcionam como embaixadores das novas tecnologias junto dos colaboradores mais antigos, o que revela bem a essência do projecto que é hoje a EDP», afirma.

De acordo com Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador dos Hotéis Vila Galé, no que diz respeito à hotelaria «multi aplica-se não só às equipas mas também aos meios de contacto com os clientes que hoje somos obrigados a gerir, e aqui falo do digital, das redes sociais, etc». Geograficamente presente em Portugal e no Brasil, o grupo Hotéis Vila Galé teve de se adaptar internamente «pois ninguém diria que num país tão pequeno como o nosso existiam cinco convenções colectivas, mas existem e são geradoras de algumas dificuldades na gestão», e externamente, uma vez que «apesar de falarmos todos português, no Brasil os termos mudam bastante o que nos obrigou a realizar uma adaptação da própria língua». Referindo as idades dos colaboradores, «entre os 18 e os 70 anos», Gonçalo Rebelo de Almeida, menciona que «temos uma vantagem ao tratar das diferenças geracionais, pois estamos habituados a lidar com diferentes tipos e géneros de clientes. Temos agora de adaptar internamente essa experiência adquirida».

Criada em 2012, «na vaga de empreendorismo das startups», como refere o seu administrador, Miguel Santo Amaro, a Uniplaces conta com 135 colaboradores nos escritórios de Lisboa e Londres, quase todos millennials, incluindo os três administradores. Esta realidade leva, por exemplo, «a que o tipo de incentivos criados dentro da organização para estas pessoas seja diferente dos direccionados para os colaboradores com 40 anos de idade, o que se tem vindo a revelar um verdadeiro desafio», sublinha Miguel Santo Amaro. Com cerca de 20 nacionalidades entre os colaboradores do escritório de Lisboa, «a língua oficial da empresa é o inglês e toda a comunicação interna é feita através de correio electrónico», revela Miguel Santo Amaro, para quem a grande característica da geração millennial «é a transparência, acrescida ao facto de sermos independentes e gostarmos de agir».

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