Efeito Farfetch

Podem as empresas saber o que sentem os seus colaboradores quando estão a trabalhar? Estudo inovador permitiu aferir emoções dos profissionais da Farfetch.

 

Nos dias de hoje a pergunta é tudo menos retórica. Em causa está o facto de a neurociência, de mãos dadas com a tecnologia, já conseguir medir, em tempo real, as emoções de um profissional. A Farfetch acaba de provar que tal é possível, já que levou a cabo um estudo no qual aferiu, entre outros sentimentos, o nível de envolvimento, euforia, interesse, descontração e stresse dos seus colaboradores.

Esta pesquisa, inédita em Portugal, foi desenvolvida por Francisco Marques Teixeira, director clínico do departamento de Neurofeedback do Instituto de Neurociências – Neurobios. «Mais do que uma empresa tecnológica, somos uma empresa feita de e para pessoas. E termos a possibilidade de perceber o estado de espírito dos nossos colaboradores permitiu-nos chegar àquilo que denominamos de Efeito Farfetch, ou seja, aquilo que se sente ao trabalhar nesta empresa», explica Ana Sousa, directora de recursos humanos da Farfetch.

Com estes dados, acrescenta a mesma responsável, «conseguimos perceber como a tecnologia já consegue identificar qual a tarefa que mais apraz a determinada pessoa». Acima de tudo, sublinha, «queremos saber o que poderemos melhorar para captar e reter os melhores talentos e estes serem felizes na missão que cumprem».

«Foi a primeira vez que uma empresa me pediu para fazer este estudo com métricas mentais e dados electrofisiológicos que permitem avaliar sensações que são efectivamente tangíveis», explica Francisco Marques Teixeira. «Foi colocado na cabeça dos colaboradores um aparelho que gravou cada métrica em tempo real e em diferentes tarefas. A receptividade foi fantástica», acrescenta o especialista.

Foram medidas actividades como executar tarefas no computador, fazer apresentações, efectuar pesquisas, ver conteúdos multimédia, sessões de brainstorming (debate de ideias) ou o trabalho específico de programação (uma das áreas em que a Farfetch mais se foca) no sentido de compreender os diferentes níveis de actividade cerebral em diferentes tarefas.

«Queremos que a cultura da empresa seja real e positiva», refere Sílvia Pedrosa, responsável pelo Office Management da Farfetch. «Proporcionamos aos nossos colaboradores desde dias temáticos, celebrações de momentos de sucesso e transportes com várias rotas desde Braga, Guimarães, centro do Porto e Espinho, para facilitar e dar conforto aos nossos colaboradores. Tudo isto repercute-se num ambiente que todos sentimos e que gera uma energia muito positiva», acrescenta.

Inspirada neste estudo, a Farfetch acaba de lançar um vídeo que mostra alguns dos passos realizados nesta pesquisa. Pode ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=79scp-8_qAk

Recomendar
  • gplus
  • pinterest

Comentar este artigo

*