“Como atingir a Meritocracia no local de trabalho”

Na Conversa de Presidentes, Francisco de Lacerda, presidente e chief executive officer (CEO) dos CTT, e José Felix Morgado, presidente da Caixa Geral Montepio, contribuíram para a reflexão sobre o tema, com a condução de Sofia Tenreiro, directora-geral da Cisco Portugal.

 

Francisco de Lacerda garante que a sua vida profissional foi baseada na Meritocracia. «A minha progressão teve a ver com a avaliação que fizeram de mim. A Meritocracia era uma forma de estar nas empresas por onde passei», referindo-se ao Banco Mello, Millenium BCP, Cimpor. «Esta é uma questão séria e temos de ser discriminadores pela positiva e negativa», chama a atenção. Nos CTT partilha que lidam com o tema de duas maneiras: uma mais hard com metodologias (como a avaliação de cima para baixo) e uma mais soft apregoando e penalizando o demérito. E garante que para existir Meritocracia é «não aceitar que não é possível. É obrigatório dar feedback e coaching para garantir que todos a praticam. (…) A verdadeira marca das empresas com sucesso: é saber que as pessoas estão sempre disponíveis e que os CEOs as recebem», aconselha.

Por seu lado, José Feliz Morgado sublinhou a importância da persistência e da perseverança no que respeita à Meritocracia. Partilhou que no Montepio é um trabalho que está a ser feito, assente na melhoria dos sistema de aconselhamento e avaliação, fazendo notar que «o mérito começa nas opções pessoais de cada um.» Reconheceu que o paternalismo é uma barreira à cultura de mérito, afirmou que o tema das quotas é a negação da meritocracia e deixou um conselho: «É preciso conhecer os valores, os processos e as melhores práticas, depois é só uma questão de as pôr em prática, sem desistir perante as dificuldades. Saber o rumo e manter o foco.»

Conheça as intervenções na íntegra, na edição de Janeiro de 2017 da Human Resources.

 

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