Opinião: Quer uma equipa vencedora? Mudança.

O mais útil e menos actual conhecimento na gestão de uma empresa aparenta ser o da liderança. Não que escasseiem obras sobre o tema, mas porque dificilmente estas acompanham o ritmo de um mundo empresarial cada vez mais competitivo.

 

Por Ricardo Parreira, CEO da PHC Software

Se perguntarmos aos gestores qual o maior desafio que enfrentam para liderar as suas equipas, a resposta frequente é a da “constante mudança”. E a razão tem tanto de simples como de óbvia: as estruturas das organizações e os desafios que enfrentam não são os mesmo de há dez, cinco ou mesmo dois anos atrás.

A ideia de ter uma empresa ágil, capaz de se superar diariamente e onde a colaboração e cooperação entre as pessoas é fundamental, alimenta o imaginário das escolas e fóruns de discussão sobre esta matéria. No entanto, a realidade é pragmática. Sem as ferramentas de gestão que permitam aos líderes ultrapassar a inércia de estagnação e a lentidão dos processos internos, toda e qualquer empresa se arrisca a falhar.

Hoje o líder moderno tem de dar à equipa as ferramentas e condições que lhe permita alcançar a excelência nos quatro pilares fundamentais da gestão: melhores processos, maior colaboração, melhor experiência e melhor tomada de decisão. E estes quatro pilares têm uma ideia fundamental de base: velocidade que permita a adaptação à mudança.

Um líder necessita de dar esta liberdade às suas equipas, pois de nada lhe vale todo o conjunto de soft skills que adquiriu e trabalhou, se a estrutura que inspira não tiver dotada de capacidade de resposta. E quando olhamos para a capacidade de resposta das estruturas empresariais, um líder não pode ficar indiferente a uma das maiores dores de cabeça de qualquer colaborador: os procedimentos e processos internos – muitas vezes lentos e origem de desmotivação e insatisfação, especialmente num mundo onde uma geração millenial impõe imediatismo e empowerment no seu dia-a-dia.

Felizmente existem soluções que permitem responder a estes novos problemas da liderança – e que tantos entraves criam. Agora é mais fácil uma empresa ser mais ágil dando aos seus colaboradores maior poder e, com isso, maior responsabilidade.

Por exemplo, porque tem um colaborador de entregar um mapa de férias para um serviço administrativo o processar? E porque é que um colaborador tem de entregar no final do mês o conjunto das suas despesas correntes a um serviço administrativo? Torna-se mais simples quando o colaborador introduz esta informação directamente no sistema. Sente-se parte do processo, tem o poder na sua mão e tem a informação directamente disponível. Por outro lado, a empresa ganha agilidade quando liberta as equipas administrativas para tratarem de outros processos.

A vida das empresas torna-se mais fácil quando os colaboradores têm esta liberdade. E é para aqui que a liderança empresarial caminha: uma maior capacitação, liberdade e responsabilidade para os membros das equipas.

O líder empresarial moderno é aquele que olha para a tecnologia como uma necessidade de adaptação à mudança. As ferramentas de gestão ajudam-no na missão, a de inspirar uma equipa vencedora.
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