Os Gestores de Pessoas como motor da disrupção digital

O novo estudo da Oracle e do MIT Technology Review revela quem são os motores humanos da automatização da cloud, à medida que as funções da área Financeira, dos Recursos Humanos e das TI evoluem para responder às necessidades de empresas cada vez mais conectadas.

Para ajudar as empresas a triunfarem no mercado digital altamente competitivo, a Oracle e o MIT Technology Review apresentaram um novo estudo cujas conclusões sublinham a importância da colaboração entre as equipas da área Financeira e da área dos Recursos Humanos no contexto da cloud unificada. O estudo, intitulado “Finance and HR: The Cloud’s New Power Partnership”, revela como uma visão holística da informação financeira e de recursos humanos, disponibilizada através da tecnologia de computação em nuvem, contribui para habilitar as empresas com os recursos necessários para gerirem melhor a mudança continuada.

O estudo, que teve por base um inquérito conduzido junto de 700 executivos de nível C das áreas financeira e de recursos humanos, bem como junto de directores de TI, conclui que um sistema cloud partilhado pela área Financeira e pelos Recursos Humanos é uma componente fundamental para garantir o sucesso das iniciativas de transformação na nuvem. Entre os benefícios advindos da integração de sistemas de ERP (enterprise resource planning) e de HCM (gestão dos Recursos Humanos) contam-se uma facilidade acrescida na orçamentação dos custos dos trabalhadores, nomeadamente a nível de previsão e acompanhamento. Adicionalmente, os sistemas cloud integrados de HCM e ERP contribuem para melhorar a colaboração entre departamentos. Na verdade, 37% dos inquiridos refere que utiliza a  cloud para melhorar a forma como partilha a informação.

O estudo revela também quais são os factores humanos que estão subjacentes às implementações bem-sucedidas da cloud, destacando que a capacidade dos trabalhadores se adaptarem à mudança é um factor crítico. Entre as empresas que já adoptaram completamente a computação na nuvem, quase metade (46%) afirma que constatou uma melhoria significativa na sua capacidade de reformatar ou redimensionar a sua empresa – esta mesma opinião é partilhada por 47% dos inquiridos de nível-C.

São igualmente considerados muito relevantes os benefícios alcançados a nível da produtividade. Cerca de um terço dos inquiridos (31%) afirmou que após ter passado a utilizar a cloud dedica muito menos tempo a realizar as tarefas manuais inerentes às suas funções e que a automatização dos processos libertou tempo que agora pode ser dedicado às grandes prioridades estratégicas das suas empresas.

«À medida que a transformação digital das empresas é cada vez mais liderada pelas áreas financeira e de Recursos Humanos, o ROI  deixa de ter apenas origem nas poupanças financeiras realizadas e é também gerado pelos novos conhecimentos e pela maior visibilidade sobre o negócio que a cloud ofereceu aos profissionais destas áreas», sublinha Hugo Abreu, country manager da Oracle Portugal. «Além disso, o incremento dos níveis de colaboração entre departamentos possibilita a gestão da mudança com base num planeamento estratégico adequado que permitirá criar respostas antecipadas e, adicionalmente, facilitar a criação de um modelo de transição para a computação na nuvem que seja transversal a todos os departamentos da empresa.”

O estudo também revela que a separação entre funções e papeis individuais é cada vez mais ténue, uma vez que a cloud une cada vez mais os sistemas de back office:

Mais colaboração: 46% dos profissionais das áreas financeira e de RH afirmam que uma implementação completa da cloud melhorou significativamente a colaboração entre departamentos, e  cerca de metade dos inquiridos espera alcançar melhorias significativas nos próximos dois anos. Isto faz-se também notar nas TI, com 52% dos inquiridos de nível-C a afirmarem que a relação entre as áreas de TI, os RH e a financeira registou melhorias superiores até ao que era esperado após a sua migração para a cloud.

– Níveis acrescidos de integração na organização: no contexto das exigências de maior colaboração para trabalhar conjuntamente dados e cloud que os novos papéis assumidos pelos profissionais das áreas financeira e de RH determinam, 43% das empresas planeia integrar as equipas de TI nestes departamentos para ajudar os seus trabalhadores a tirarem mais vantagens das novas tecnologias.

Novas Competências: Os inquiridos desejam ver melhoradas as seguintes competências: Gestão do tempo, com 40% dos inquiridos a afirmar que se trata de um problema actual, aprendizagem activa;  resolução de problemas, raciocínio matemático e ferramentas  analíticas; a função de TI também sofre alterações. Pós-implementação, 56% dos inquiridos reportou que as TI melhoraram significativamente a nível da sua capacidade de gerarem inovação.

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