Quer ser excelente a gerir pessoas? Dê-lhes liberdade.

A excelência na Gestão das Pessoas começa por colocá-las no topo das suas prioridades. E, para isso, é preciso dar-lhes liberdade e ferramentas para que tenham a tão esperada autonomia. Hoje, a excelência na Gestão de Pessoas é dar-lhes esse empowerment.

Por Ricardo Parreira, CEO da PHC Software

 

«A mudança é a lei da vida. E aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente estão certos de perder o futuro.» As palavras são de J.F. Kennedy, o incontornável presidente norte-americano. E nada é mais certo do que estas palavras quando olhamos para as mudanças na Gestão de Pessoas em plena transformação digital.

Vivemos tempos de transformação e o mundo das empresas não voltará a ser o mesmo. Mudam os processos administrativos, os processos de gestão e as qualificações dos colaboradores. E todas estas transformações aparecem alicerçadas no denominador dominante dos dias de hoje: a velocidade. Os negócios são cada vez mais rápidos e as empresas necessitam de colaboradores mais autónomos para terem a flexibilidade de adaptação a esta tendência.

Para acompanhar este ritmo, as empresas vêem-se obrigadas a repensar a sua estratégia e, sobretudo, a forma como gerem o activo mais importante da sua actividade: as pessoas. São elas que estão no centro da transformação digital e é para e com as pessoas que esta revolução está a acontecer.

E quando uso a expressão “com as pessoas”, faço-o de forma intencional. Falo sobre a actual geração millenial, nascida entre 1980 e 1999, e sobre a qual muito se tem escrito. Esta geração é mais exigente: quer maior rapidez de resposta, experiências diferenciadoras, ligação emocional e pertencer a movimentos com os quais se identifiquem. É uma geração que quer fazer parte, ser ouvida e valorizada. Quer ter flexibilidade, poder criativo e autonomia. E é alérgica à burocracia.

Sem ter em conta estas expectativas dos millenials as empresas arriscam-se a falhar. E, sabendo tudo isto, como pode então uma empresa gerir melhor as pessoas? Como pode ser melhor a atrair e reter trabalhadores tão distintos daqueles a que estava habituada? A solução está em dar-lhes autonomia, sabendo que gerir bem as pessoas é hoje dar-lhes liberdade para se concretizarem.

Como se faz esta gestão? Criando mecanismo de valorização individual, que permitem ouvir e envolver as pessoas nos processos para que sejam valorizadas, mas, também, dotando as empresas com as ferramentas tecnológicas de gestão que reduzem o peso das tarefas administrativas e dão a autonomia que os indivíduos esperam para fazer melhor, mais rápido e com maior liberdade.

As empresas têm de assumir-se como catalisadoras de um movimento que coloca os indivíduos no centro da transformação digital. Hoje, a excelência na Gestão das Pessoas começa por colocá-las no topo das suas prioridades. E, para isso, é preciso dar-lhes liberdade e ferramentas para que tenham a tão esperada autonomia. E, hoje, a excelência na Gestão de Pessoas é dar-lhes esse empowerment.

Hoje, temos de dotar as empresas de mecanismos que estimulem o diálogo interno e permitam decidir e fazer de forma mais rápida e autónoma. É isso que defendo e implemento na empresa que lidero. Se queremos ter uma empresa feliz, temos de usar a tecnologia para facilitar os processos e a valorizar a opinião, a autonomia e a colaboração interna.

As empresas mais felizes são as que já perceberam: gerir bem as pessoas passa por colocar as suas expectativas no centro da transformação digital. É preciso dotar as empresas dessa liberdade para a mudança.

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