Como responder a emoções negativas no trabalho?

Muitos executivos tentam ignorar as emoções negativas nos seus locais de trabalho – uma táctica que pode ser prejudicial e dispendiosa. Se os sentimentos negativos dos colaboradores forem abordados com sabedoria, podem fornecer feedback importante.

Por Christine M. Pearson

 

É impossível bloquear as emoções negativas no local de trabalho. Quer sejam provocados por más decisões, azares ou problemas pessoais dos colaboradores, os problemas são algo a que nenhuma organização está imune. E os problemas dão origem a sentimentos negativos. Contudo, em muitos locais de trabalho, as emoções negativas são colocadas de lado; noutros, são um tema tabu. Infelizmente, nenhuma destas estratégias é eficaz. Quando as emoções negativas são agitadas, é preciso coragem para não recuar. O discernimento e a boa vontade são vitais para se desenvolverem respostas eficazes.

Os gestores e executivos mais perspicazes aprendem rapidamente a cultivar as emoções positivas no trabalho. As recomendações práticas e as pesquisas acentuam os benefícios de encorajar a positividade no local de trabalho. O reforço é muitas vezes imediato. O inchaço dos bons sentimentos é palpável quando os executivos celebram com sucesso os objectivos atingidos, demonstram entusiasmo pelos produtos novos ou festejam o sucesso da equipa. Por vezes, estes esforços estão irrefutavelmente ligados a mais melhorias, oferecendo oportunidades adicionais de um crescendo emocional positivo dos líderes.

Apontar para as emoções positivas é a norma. Mas existem razões para as emoções negativas no local de trabalho – da erosão do contrato de trabalho implícito entre chefes e colaboradores, às exigências crescentes de fazer mais com menos e às mudanças rápidas. Actualmente, é preciso discernimento positivo e negativo para que organizações e indivíduos funcionem eficazmente a longo prazo. As emoções negativas, na realidade, não só impedem obstáculos como provocam oportunidades. Podem oferecer opiniões que ampliam a forma de pensar e as perspectivas e fazem com que as pessoas vejam as coisas tal como elas são. Quando os executivos se chegam à frente para lidar com o aumento de irritação entre colaboradores, podem descobrir a exploração dos gestores. Da mesma forma, os gestores que abordam sinais de tristeza nos colaboradores podem saber que correm rumores falsos sobre fechos e despedimentos.

Leia o artigo na íntegra na edição de Setembro da Human Resources.

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