Que papel para os responsáveis de Recursos Humanos?

Os responsáveis de Recursos Humanos devem assumir um papel que lhes permita contribuir para estimular os níveis de desempenho das equipas das empresas, caso pretendam manter-se relevantes, alerta a Oracle. 

 

Este alerta coincide com o estudo que a Oracle está a realizar com a Engage with Success e a Ashridge Executive Education, e que promete desafiar as velhas crenças erigidas em torno do nível de motivação/engagement dos colaboradores.

Os investigadores da Ashridge Executive Education, que integram a Hult International Business School, estão a mapear os comportamentos de equipa por comparação com os factores que fazem os empregados sentir-se motivados, dividindo o nível de compromisso em quatro áreas: compromisso, desmotivação, pseudo-engagement e contentamento.

Com este estudo, os responsáveis de Recursos Humanos poderão adquirir novas perspectivas que os ajudem a desempenhar papéis mais activos na abordagem a cada um dos pontos fracos específicos da motivação e engagement de cada uma das suas equipas, se puderem ter uma melhor compreensão da interacção das abordagens de gestão, das estruturas das equipas, da diversidade dos relacionamentos com os empregados.

Andy Campbell, Human Capital Management (HCM) strategy director da Oracle, afirma que «apesar das pressões das direcções para os Recursos Humanos assumirem um papel mais activo, muitas equipas de Recursos Humanos ainda estão encalhadas na zona de conforto das funções de mero suporte. Estas ainda são essenciais, mas não contribuem para campanhas de marketing bem sucedidas, ou para a realização de mais vendas, ou para qualquer uma das outras métricas pelas quais as empresas aferem o seu nível de sucesso. Apoiados e alimentados por sistemas integrados de Recursos Humanos, os profissionais desta área têm de abandonar as suas zonas de conforto e passar a trabalhar mais de perto com os responsáveis por cada uma das áreas de negócio das suas empresas para os ajudarem a criar equipas mais motivadas e productivas», defende.

Já Sharon Olivier, programme director da Ashridge Executive Education, refere: «Ainda que o estudo esteja a ser terminado, as nossas conclusões apontam já para algumas grandes surpresas que irão desafiar as percepções tradicionais sobre a motivação e o nível de empenho dos trabalhadores. Acima de tudo estamos finalmente a perceber o nível do impacto real que as equipas têm nos trabalhadores e na dinâmica do seu trabalho, bem como a verificar que no imediato os trabalhadores valorizarem mais a equipa em que estão inseridos, do que as empresas para quem trabalham.»

Por sua vez, Cathy Brown, executive director do Engage for Success, adianta que, «um dos grandes impulsionadores da motivação é aquilo a que chamamos de “engaging manager”, alguém que confia nos seus trabalhadores, que os trata como indivíduos e que cria ambientes onde todos dão o seu melhor. Esta é apenas uma das muitas novas conclusões que resultaram do nosso estudo, e esperamos que muitas outras se lhe sigam, à medida que aprofundamos a nossa análise sobre o que realmente motiva as equipas e as leva a comportarem ou não de certa forma», conclui.

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