4.0

Hoje é tudo 4.0… Começou pela Indústria 4.0, como símbolo da 4.ª Revolução Industrial e depois expandiu-se para outras áreas. Há cinco meses lançámos o conceito do “People 4.0”, e de repente nasceram várias iniciativas nesta área adoptando também o 4.0. É efectivamente uma revolução em curso… A digitalização do mundo veio trazer mudanças drásticas nas nossas vidas em todos os sentidos. No modo como nos relacionamos, como vivemos o dia-dia, como digerimos toda a informação, como percepcionamos o mundo. Esta digitalização mudou também o mundo das empresas e de efectuar negócios.

Esta revolução digital fez nascer empresas, linhas de negócios e produtos, e também acabou com muitos. Apareceram concorrentes de todos os quadrantes, de áreas onde ninguém estava minimamente à espera. Produtos que foram substituídos por outros, que satisfazem as mesmas necessidades, mas de outro tipo de empresas, de outros sectores de actividade, empresas que simplesmente não existiam. Mas falemos agora da vida interior das empresas. Como estão as empresas a encarar toda essa transformação digital? Como se estão a reorganizar? Como estão a mudar o mindset dos colaboradores, dos gestores, da própria organização? Muitas empresas já iniciaram esta viagem, mas será que já estão todas a trilhar este caminho? Será que todas as empresas estão a aperceber-se das mudanças que têm de operar nas suas organizações? Estão as empresas preparadas, ou mesmo a preparem-se, para enfrentar e beneficiar com esta revolução digital? Umas sim, outras talvez não! Certamente, muitas funções hoje levadas a cabo por pessoas serão substituídas por máquinas.

Mas quantas funções terão de ser criadas atendendo às novas necessidades e exigências das pessoas, das organizações, do mercado? Muito mais do que fazer contas para se saber quantas pessoas vão ser libertadas, dispensadas, o que realmente importa é perceber como se vai proceder à reconversão das pessoas, à sua capacitação, à reinvenção das organizações! De que tipo de competências vamos necessitar? Do que necessitamos para nos diferenciarmos? E aqui, os gestores de topo têm um papel fundamental a desempenhar! Mas será que eles já se aperceberam disso e já interiorizaram esta necessidade? Estarão eles capacitados para levarem a cabo esta revolução?

Esperemos que sim!

 

Editorial publicado na edição de Outubro de 2017 da revista Human Resources

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