O que mudaria o Conselho da Forbes no Recrutamento?

Sete membros do Conselho de Recursos Humanos da Forbes partilham a primeira coisa que mudariam no Recrutamento, para maior eficiência, qualidade e sucesso do processo.

 

Contratar alguém para a empresa é uma das tarefas recorrentes mais importantes de qualquer negócio em crescimento, mas encontrar os melhores candidatos pode ser difícil, stressante e demorado. Mesmo com a ajuda de um recrutador, pode levar semanas a transformar um candidato num novo colaborador sem garantias que este se mantenha na empresa.

O primeiro passo para resolver os desafios de retenção de talento é melhorar os processos de recrutamento. A estratégia mais correcta pode levar a melhores candidatos e, consequentemente, melhores colaboradores a longo prazo.

1 – Esquecer o currículo

Deixe-se de currículos. São antiquados e não falam muito sobre quem, de facto, são os candidatos. Hoje em dia, os trabalhadores querem saber se vão gostar da organização e do emprego. Por seu lado, os recrutadores querem saber se um candidato se encaixa no método de trabalho e na cultura da organização. Um CV ou perfil de LinkedIn não dá essa informação. É preciso outro veículo. –  Jennifer Marszalek, Havas Chicago Village

 

2 – Acelerar o processo

Quando alguém se candidata, tente agendar a primeira entrevista no espaço de uma semana. Combine cedo com os outros decisores, para que, quando tiver a certeza de que encontrou a pessoa certa, não precisar de esperar para fazer uma oferta. Os melhores têm procura e não vão esperar para sempre. Nicole Smartt, Star Staffing

 

3 – Eliminar a pergunta do salário

Todas as empresas deviam actualizar os anúncios de emprego e retirar todas as perguntas relacionadas com salários anteriores. Algumas empresas ou países já têm restrições quanto a esta matéria. Os dados não têm impacto em como o futuro colaborador vai trabalhar no seu novo cargo, e pode criar disparidades recorrentes no pagamento. Tana Session, TanaMSession.com

 

4 – Considerar as qualificações, não se está empregado ou não

Prestar atenção para quem está desempregado há mais tempo é um mau serviço tanto para os empregadores como para quem procura trabalho. A descriminação baseada no emprego e no estatuto coloca os Recursos Humanos em desvantagem, ao desqualificarem pessoas com várias qualificações e interessados, enquanto aqueles que querem voltar ao mercado de trabalho ou mudar de carreira saem prejudicados. John Feldmann, Insperity

 

5 – Providenciar uma maneira de identificar competências transferiveis

Devia ser mais fácil para os candidatos e recrutadores identificar e focar-se em capacidades transferiveis. Estão lá se lerem entrelinhas num currículo mas muito facilmente ignoradas, ou escondidas pelo facto de serem focadas como experiência fora da indústria. As capacidades transferiveis e uma nova perspectiva podem ser valiosas para todos os partidos. Catherine Decker, Outsell

 

6 – Mais perguntas sobre cultura

A cultura tem um papel na satisfação laboral e no encaixe com uma empresa. Devia haver mais processos com uma pergunta de resposta rápida que descreva a cultura da empresa e pergunte ao candidato o que lhe pareceu. Adicionar esta questão pode melhorar os esforços nesta capacidade, minimizar a saída dos talentos no primeiro ano, ajudar a ter novas ideias e aumentar a productividade. Pode desafiar melhor a escolha do melhor candidato. Tasha Bell, Talbert House

 

7 – Dar aos candidatos um teste ou projecto de amostra

É uma boa ideia pedir ao candidato que aplique os conhecimentos que tem como parte do processo de entrevista. É fácil dizer que se tem as capacidades certas no papel mas não é sempre o caso quando se tentam aplicá-las. As empresas podem poupar tempo e dinheiro a recrutar se pedirem testes ou projectos para os candidatos demonstrarem capacidades. Tiffany Servatius, Scott’s Marketplace

 

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