Especial Outplacement: As relações interpessoais na génese

Para a Randstad, o Outplacement é hoje peça chave para as empresas verdadeiramente orientadas para os colaboradores, para além de ser também fundamental em temas como employer branding e responsabilidade social.

 

Nuno Pistacchini Troni, director da área de Professionals, Outplacement, Human Consulting e POR da Randstad Portugal, fala à Human Resources da aposta no sector de Outplacement e do posicionamento que estão a assumir no mercado, bem como da importância que o mesmo, quer para empresa, quer para colaboradores. Com uma taxa de sucesso que ronda os 85%, num tempo médio de recolocação de três meses, durante o ano de 2017 a Randstad recolocou cerca de 200 colaboradores. E é, actualmente, o segundo player a nível nacional.

 

A área Randstad Professional, onde se integram os serviços de Outplacement, foi criada em 2011. Em 2015 adquiriam a Risesmart. Com tem evoluído esta área na Randstad?

Existe, naturalmente, uma forte ligação entre as equipas de Outplacement e as equipas de recrutamento especializado. Contudo, pela própria natureza do negócio, são business lines distintas dentro da Randstad que cooperam da mesma forma que todas as outras áreas o fazem.

A aquisição da Risesmart acabou por reforçar o posicionamento na área de Outplacement no Grupo, reestruturando a equipa e a oferta de serviços, que até então, não era core para a Randstad. A evolução tem sido bastante positiva na medida em que a área tem crescido de forma muito sustentada, baseada em critérios de alta performance ao nível da taxa de sucesso alcançada e do tempo médio de recolocação dos candidatos que acompanhamos.

 

Esta aposta foi uma “recuperação” de um serviço que já tinha sido oferecido pelo Grupo Select/ Vedior (adquirido pela Randstad). O que motivou esta aposta?

A Randstad tem como objectivo liderar o mercado em todas as vertentes de Recursos Humanos e o Outplacement é hoje peça chave para as empresas verdadeiramente orientadas para os colaboradores, para além de ser também fundamental em temas como employer branding e responsabilidade social.

 

Quais os principais passos, ou fases, de um processo de Outplacement? Como é acompanhado cada colaborador, até à recolocação?

A metodologia que aplicamos está perfeitamente alinhada com as novas tendências do mercado de trabalho. Prevê um acompanhamento sistemático do colaborador nas sessões de consultoria, que são sempre individuais, e a frequência de workshops temáticos que, para além de potenciarem o networking, desenvolvem no colaborador soft skills valorizadas pelos hiring managers.

Ao longo do programa trabalhamos os objectivos profissionais, as ferramentas de comunicação com o mercado de trabalho, definimos um plano de marketing individual, trabalhamos as entrevistas de emprego, suportados também pela equipa de recrutamento especializado da Randstad. Na fase de reintegração no mercado de trabalho, estão ainda previstas sessões de coaching para facilitar a adaptação ao novo projecto profissional.

O apoio que prestamos tem sempre por base o objectivo profissional de cada colaborador, seja um emprego por conta de outrém, seja a criação do próprio emprego. Existe portanto uma mesma metodologia que é adaptável tendo por base as motivações individuais de cada um.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição de Dezembro da Human Resources Portugal.

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