2018: maior equilíbrio do mercado laboral será tendência-chave

Este é um período de incontornáveis balanços do ano que passou e de novos prognósticos para o que agora começa! E estes prognósticos são bem mais optimistas e positivos do que aqueles que eram feitos há uns anos. Portugal está a emergir da crise com um tímido – mas constante – crescimento económico e para 2018 espera-se que esta tendência se mantenha na maioria dos sectores.

 

Por Álvaro Fernández, Director Geral Michael Page Portugal

 

Em 2017, o crescimento da facturação da Michael Page na área de Tecnologias da Informação foi de 68%, destacando-se o decréscimo da dependência das funções de programação. O crescimento foi sustentado por um aumento de processos com ligação a SAP, funções de direcção e gestores de infraestruturas. As funções de apoio tiveram um incremento, sendo possível que esta tendência se mantenha para 2018.

As necessidades ao nível das hard skills são um desafio nesta área. Novas e diferentes preocupações ao nível da segurança, plataformas com recursos de inteligência artificial (AI), orientação das empresas para as ferramentas de business intelligence (BI), mais utilização de internet of things (IOT) nas empresas, machine learning, estarão entre as tendências de 2018.

Relativamente à área de engineering & manufacturing, a indústria e construção estão também mais dinâmicas. As funções mais procuradas são as de responsável de manutenção e de produção, de engenheiro de processo, qualidade, direcção de produção e direcção industrial.

Por outro lado, retail e commercial & marketing cresceram cerca de 55%, com dinamismo em funções como comercias e com mais impacto nos sectores alimentar, bebidas, bricolage e cosmética, fruto também de um maior poder de compra.

As grandes tendências do retalho são, por um lado, o e-commerce e, por outro, as lojas de proximidade. Há um crescimento brutal na chamada loja online e as previsões para os próximos anos apontam para um crescimento deste comércio na ordem dos 40%, aumentando a procura de perfis direccionados para o digital.

Por outro lado, o crescimento do Turismo levou à aposta na contratação de recursos para hotelaria e restauração, destacando-se a procura de directores de hotel, assistentes de direcção, supervisores de F&B e chefes de cozinha.

Na área financeira, destaca-se o dinamismo por parte dos Centros de Serviços Partilhados.  Já tax & legal registou um incremento de processos desenvolvidos em empresas, nomeadamente, para direcções jurídicas, in-house lawyer e advogados especialistas.

Não menos importante, destacamos também os perfis de office manager e secretária jurídica, que encabeçam a lista de funções mais procuradas na área de secretariado. Para 2018, prevê-se crescimento no Imobiliário, nas sociedades de advogados, fundos de investimento e tecnológicas. Contudo, poderemos assistir a um decréscimo do recrutamento para a Banca, Farmacêutica e Indústria.

Esta situação tem levado a uma evolução suave mas positiva dos salários, contudo, verifica-se também que os profissionais valorizam cada vez mais benefícios que vão muito além da remuneração base e essa é uma das tendências mais marcantes da actualidade.

Os candidatos procuram cada vez mais procuram de vida, que sejam aliciantes e lhes permitam aprender e progredir na carreira. O equilíbrio entre vida profissional e pessoal está também na ordem do dia e associado à garantia de boas condições de trabalho e bem-estar, horários flexíveis, ferramentas de trabalho remoto e benefícios como seguros de saúde extensíveis ao agregado familiar, planos de poupança reforma e cheques creche.

Acreditamos que este dinamismo está a inverter um pouco as regras do jogo que conhecemos até aqui. De um mercado em que o número de candidatos excedia largamente o número de oportunidades de emprego, avançamos discretamente para um maior equilíbrio entre oferta e procura!

Mantendo-se favorável evolução da economia, a grande tendência de 2018 será mesmo o equilíbrio, com os profissionais a recuperarem algumas das condições e margem de manobra que tinham perdido durante a crise e com as empresas a enfrentarem novos desafios, necessitando cada vez mais o desenvolvimento de estratégias para atrair e reter talentos. Bem-vindo, novo ano!

 

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