As novas tendências dos espaços de trabalho

Há cada vez maior tendência para os colaboradores procurarem oportunidades com flexibilidade laboral. Isto reflecte-se num desejo de obter trabalhos por objectivos, que rejeitam o horário das nove às seis, e tenham a possibilidade de trabalhar a partir de casa, esplanada ou espaço de coworking. As novas gerações lideram este paradigma. 

 

É o que revela o estudo do Avila Spaces, que partilha as novas tendências dos espaços de trabalho para 2018. As conclusões surgem com base na observação que fez do mercado em Portugal e do comportamento do consumidor, assim como dos resultados do Barómetro sobre os novos modelos. O estudo foi feito pelo departamento de Investigação & Desenvolvimento, em 2017.

Para Teresa Jacinto, directora deste departamento, as conclusões são bastante claras: «Em 2018 as empresas irão continuar a apostar cada vez mais em modelos de trabalho flexíveis, não só por uma questão de racionalização de custos, mas também porque as novas gerações preferem trabalhar de uma forma mais descontraída, colaborativa e com um grande sentido de liberdade».

Na base desta conclusão está, por exemplo, o facto de as empresas apostarem cada vez mais no hot desking para 2018, uma das evidências do Barómetro do Avila. «Isto significa que não há secretárias para uso exclusivo de cada colaborador, ocupa-se a que estiver vaga no momento», explica Teresa Jacinto

Para sustentar estas afirmações, o Avila concluiu que 59,1% dos inquiridos no Barómetro assumiram que já recorreram a estes modelos de trabalho: escritório virtual, coworking ou teletrabalho. Destas três tendências, a mais enunciada foi ‘Teletrabalho’ com 45%; o ‘Coworking’ vem logo a seguir com 28,4% e o ‘Escritório Virtual’ foi a preferência de 26,6%.

 

Escritórios virtuais, coworking e teletrabalho serão procurados em 2018

Em relação concreta a 2018, 82,1% garante que quer usar pelo menos um destes modelos no próximo ano: escritório virtual, coworking ou teletrabalho.

Os três modelos de trabalho estão igualmente na base para garantir que os clientes têm um ‘Maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal’. Foi assim que responderam 51,5% quando questionados sobre qual era a opção que os tinha levado a escolher por um destes modos de trabalhar. Em segundo lugar (45,5%) está a ‘Diminuição de encargos com imóvel e em terceiro (44,8%) a ‘Maior mobilidade’. 

«O feedback do nosso Barómetro mostra que as empresas investem cada vez mais no bem-estar dos colaboradores. As novas gerações (millennials e geração Z) valorizam o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, e preferem trabalhar em empresas promovam a prática desportiva, aulas de yoga e acções de relaxamento e meditação no local de trabalho», explica Teresa Jacinto.

Outra das conclusões está em linha com a aposta que o Avila Spaces tem feito no seu centro de escritórios: dar mais espaços de trabalho colaborativos aos seus clientes, onde há uma grande componente de lazer e tranquilidade, sem nunca comprometer a privacidade. Como refere Teresa Jacinto, «há uma preocupação cada vez maior pela privacidade dos profissionais. As boas práticas apontam para a coabitação de vários modelos: open-space, salas fechadas, phone-booths e áreas de lazer para pequenas pausas durante o trabalho».

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