Tecnologias de bem-estar para as organizações

Algoritmos mágicos, frequências inaudíveis e vibrações, agora transformados em máquinas e aplicações dedicadas ao bem-estar, estão a surgir também nas organizações.

 

Por Paulo Vieira de Castro, director do departamento de Bem-Estar nas Organizações do I-ACT – Institute of Applied Consciousness Technologies (EUA)

 

Num artigo anterior defendi que a gestão de recursos humanos deverá mudar o foco do “tempo produtivo” cronológico  para a “energia produtiva”, pois as pessoas não são máquinas. Assim sendo,  as organizações deverão estar habilitadas a consolidar a energia humana.

 

Como medir e facilitar a condição energética dos Recursos Humanos?

Nos anos 70 a psicóloga Brenda Dunne e  Robert Jahn, reitor da área de engenharia da Universidade Princeton, decidiram criar aquele que durante aproximadamente três décadas foi o laboratório Princeton Engineering Anomalies Research (PEAR).  Graças a eles, hoje sabemos que a nossa mente  pode interferir e sincronizar-se coerentemente com o meio.  Na busca de uma realidade não local e de uma mente interconectada, surgem diversas tecnologias orientadas para o bem-estar, também, nas organizações. Seguem-se alguns exemplos.

O matemático Adam Curry (EUA) criou um aplicativo para smartphones, o “Entangled”,  propondo-se medir o alinhamento da “mente” de uma equipa. Através de variações electrónicas imprevisíveis, ele consegue, por exemplo, registar o momento de sintonia entre os participantes numa reunião. Este cientista e empreendedor  acredita ser possível que um momento de entusiasmo/ alinhamento colectivo afecte o equipamento. O “Entangled” manifesta-se quando isso acontece, através de sequências de dados coerentes e ordenados. Imaginemos, como  exemplo,  o momento em que a equipa de criativos está, finalmente,  alinhada – de facto – relativamente  a um dado projecto em mãos.

Com o propósito de medir o alinhamento entre os recursos humanos de uma organização existe a “Mind Lamp”, da Psyleron (EUA). Este é um dispositivo de medição quântica que, através da mudança de cor, sugere uma conexão com a mente humana, possibilitando a compreensão de estados de maior  serenidade e alinhamento de uma equipa, por exemplo na tomada de decisão.  Já o  “The Pebblestone” (EUA) é um gadget que encoraja o exercício coerente da gratidão. De acordo com a prática diária, o “Pebblestone” vai mudando de cor através de iluminação dinâmica. Esta bonita e moderna imitação de seixo de praia é colocada em cima de uma secretária, lembrando-nos da importância de sermos empáticos e atentos para com os outros.

Finalmente, com prescrição para a criatividade, os investigadores norte-americanos da International Academy of Consciousness (IAC) e do International Consciousness Research Laboratories (ICRL), Nelson Abreu (engenheiro) e Thomas Anderson (físico e músico), desenvolveram o “Phazr”. Trata-se de uma plataforma vibro-acústica facilitadora de estados criativos e de bem-estar, que actua através de transdutores electrónicos de ultíssima geração. Uma nova versão desta plataforma surgiu recentemente na conferência “Consciousness, Science, Technology, and Society”, organizada pelo Hong Kong Polytechnic. Isto no passado mês de  Outubro, em  Xangai.  Nesta nova configuração, resultante da parceria com o Neumascape Studio, de Los Angeles, o participante é convidado a entrar dentro de uma cápsula (POD), ali permanecendo completamente isolado, passando por diversas imersões vibro-acústicas e visuais. O resultado em termos de expansão mental e energia produtiva é relevante, especialmente, para quem trabalha nas áreas da inovação e  criatividade.

 

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