A alta velocidade

Uma empresa a fervilhar de dinamismo, rápida na tomada de decisão e que se optimiza diariamente. No Lidl Portugal está a nascer uma verdadeira mudança cultural e o terreno é fértil para a Gestão de Pessoas.

 

Por TitiAna Amorim Barroso | Fotos Nuno Carrancho

 

Vem de uma realidade muito diferente, onde a comunicação era mais caótica e onde se vivia no improviso. Maria Roman trabalhou em consultoria, linhas aéreas e media. É a primeira vez que assume uma direcção de Gestão de Pessoas. Há apenas um ano, fê-lo no Lidl Portugal. Foi aqui que tomou as rédeas de um negócio dinâmico e com terreno fértil na área de Recursos Humanos. E tudo isto num dos maiores players do retalho alimentar em Portugal com mais de 6500 colaboradores nas lojas, entreposto e escritórios.

Maria Roman é espanhola, chegou a Portugal em 2009, mas sente-se em casa e na melhor fase da sua carreira. Vamos conhecê-la?

 

Ingressou na direcção de Recursos Humanos na área de Desenvolvimento e Aprendizagem do Lidl em 2015. Que empresa encontrou?

Uma empresa dinâmica, focada na eficiência, com uma abertura enorme para optimizar e experimentar novos conceitos. Do ponto de vista dos Recursos Humanos encontrei um terreno muito fértil: um profundo sentido de meritocracia e inúmeras possibilidades de explorar diferentes áreas, através de processos de recrutamento interno. Possivelmente é a empresa que conheço, sem contar com as de consultoria, onde há mais possibilidades de progredir rapidamente na carreira.

 

Como é que foi o seu primeiro dia de trabalho?

Experienciei o “Integration Day”, algo que fazemos a todos os nossos colaboradores, sejam de loja, entreposto ou escritórios. Rapidamente tive a oportunidade de interagir com as pessoas que depois seriam o meu cliente interno, pessoas cheias de vontade. Conheci ainda um dos nossos entrepostos e fiquei admirada: cada acção estava estudada para garantir a segurança dos nossos colaboradores e a eficiência da operação. Eu vinha de uma realidade muito diferente, onde a comunicação era mais caótica e onde se vivia o improviso.

 

Qual é que foi a história que lhe contaram sobre o Lidl, que a motivou a juntar-se?

Eu morei na Alemanha cinco anos e o facto de ser uma empresa alemã seguramente influenciou a minha decisão. Por outro lado, falaram-me do foco que queriam pôr nas pessoas, da mudança cultural que se estava a iniciar e isso fez com que me interessasse pelo desafio. Nem podia imaginar que acabaria tão envolvida.

 

Até porque vem de áreas totalmente diferentes: consultoria, linha aérea e meios de comunicação em Espanha. É a primeira vez que assume uma direcção de Recursos Humanos.

Sim e está a ser não só um grande desafio, mas também um privilégio em todos os sentidos. Sinto-me muito acompanhada por uma equipa altamente criativa, com quem estou sempre a aprender. Há um equilíbrio muito interessante entre as pessoas mais jovens, que vêm com ideias totalmente fora da caixa, e as pessoas com mais experiência, que tornam as ideias em algo concreto para o nosso negócio. Todos trabalham diariamente para optimizar o potencial das pessoas e para tornar a experiência do candidato e do colaborador algo especial, com iniciativas de desporto, de team building, nas universidades… Agora estamos a investir muito em formações experienciais onde treinamos em experiências imersivas a empatia, a comunicação e outras “competências comportamentais” dos nossos líderes.

 

Qual é a estratégia de Recursos Humanos do Lidl?

A política de recursos humanos do Lidl assenta essencialmente na retenção dos seus quadros e na atracção e captação de novos talentos, uma vez que os nossos colaboradores são o motivo do nosso crescimento. O nosso negócio é muito dinâmico que obriga a que se questione o “status quo” constantemente. Os nossos líderes são os que incentivam essa cultura. Temos como prioridade a manutenção de vínculos laborais estáveis e relações profissionais estimulantes, o que nos permite assegurar a competitividade do nosso negócio. A satisfação e o bem-estar dos nossos colaboradores e o princípio do respeito e da constante atenção às suas condições de trabalho, são determinantes para esta área.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição de Outubro da Human Resources, nas bancas.

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