A sua empresa é tóxica? Se estas seis coisas acontecem, sim

Sente que pisa cascas de ovo no trabalho? As suas opiniões não interessam, tem medo de cometer erros e a cultura é de medo e intimidação. Provavelmente, vai para casa e queixa-se do trabalho quase diariamente, e sente stresse. Admita, está numa cultura tóxica.

 

Se não tem a certeza, Marcel Schwantes, fundador da Leadership from the Core, dá-lhe seis sinais para saber.

O seu manager é controlador 

Esta pessoa faz micro-gestão até ao último detalhe. A situação é de subjugação e paralisante, porque ele ou ela querem controlar decisões. Não confia na equipa e não delega. Não há espaço para discussão de grupo porque a liderança é autocrata. Em resposta, a criatividade e aprender algo novo é algo que está ausente nesta “ditadura”. O lema é “aceita as ordens e diz-me como ficou”.

Jogos de culpa 

“Para cada dedo apontado, há três virados para ti”, é uma expressão. Na empresa, os seus colegas não assumem responsabilidades – e atiram as culpas para os outros. Se está no meio desta mina, a melhor opção (além de sair) é ficar acima disso. Aponte um comportamento específico, não personalize, seja objectivo, comunique de forma assertiva, fique-se pelos factos e documente tudo o que se passa.

“Não confie em ninguém, eles podem sabotá-lo” 

Num ambiente volátil e politicamente activo, com uma cultura de desconfiança onde formam alianças e os managers viram os colaboradores uns contra os outros, não é seguro dar informações ou trabalho em colaboração próxima. A sobrevivência nestes ambientes tensos e competitivos é uma questão diária, devido a quão imprevisível é. É arriscado confiar nos colegas – eles podem ser seus inimigos. Confiar no manager é suicídio. Actualize o CV, porque se tem integridade, pode estar sozinho.

Os boatos “matam” a moral 

Sabe quem eles são, colaboradores que não conseguiram algo que queriam, que discordam com a mudança de direcção e guardam rancores, ou não foram promovidos a algo que acharam que mereciam. Formam boatos, falam mal dos líderes por “decisões estúpidas”. Fique de olho neles. Adicionam nomes à lista e gostam de fazer-se amigos de novas contratações, para falar mal de algo ou alguém.

Cuidado com os “preferidos” 

Já conheceu aquele colega que “dá graxa” aos managers para conseguir favores, muitas vezes à sua custa? Conhece-os bem – esforçam-se muito para fazer amizade e manipular para negociar tratamentos preferenciais. Coisas como refazer aumentos, formações, tempo de férias extra, ou benefícios que mais ninguém conhece ou tem. Mantenha-os debaixo de olho, se passam mais tempo do que o costume a falar com a liderança. As rodas da manipulação e do favoritismo podem estar a girar.

As pessoas são números

Da perspectiva da gestão, os colaboradores são abelhas obreiras e consideradas objectos ou despesas, e não mais-valias. Há pouca preocupação com a sua felicidade ou bem-estar. Afinal, foram apenas contratados para serem produtivos e gerarem lucros. Há poucas provas de compaixão ou empatia por parte dos líderes para com os colaboradores, como seres humanos. Em resultado disso, encontra níveis altos de stresse, rotatividade, ausência e esgotamentos.

 

Este texto foi originalmente publicado na revista Inc. 

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