O que está prestes a mudar na sua organização?

A tecnologia digital, as alterações demográficas na força de trabalho e a velocidade da própria inovação estão a obrigar as empresas a redesenharem as estruturas organizacionais, a fazerem evoluir os modelos de liderança e a promoverem uma cultura centrada nos seus profissionais, revela o quarto relatório anual da Deloitte, “Global Human Capital Trends 2016: The new organization, Different by design”.

Segundo este estudo, 92% dos líderes empresariais e de Recursos Humanos identificaram como crítica a necessidade de redesenharem a sua organização para melhor responderem às necessidades empresariais a nível global. Ainda assim, apenas 14% dos executivos acreditam que a sua empresa está devidamente preparada para o fazer de uma forma eficiente. «Os negócios precisam de acompanhar o ritmo e responder às necessidades deste ecossistema empresarial em rápida evolução», afirmou Josh Bersin, director da Bersin by Deloitte, na Deloitte Consulting LLP.

O relatório de 2016 mostra que, pela primeira vez, praticamente metade das empresas inquiridas está a meio de um processo de reestruturação (39%) ou a planear um processo deste género (6%). «Dando autonomia às equipas, criando um novo modelo de gestão e desenvolvendo uma estrutura de liderança mais jovem e mais inclusiva, as empresas estão a reinventar-se para inovarem, competirem e prosperarem no mercado», acrescenta.

Procura por uma nova estrutura organizacional
De acordo com o estudo, as empresas estão a migrar de um modelo hierárquico e funcional para uma “rede de equipas” interfuncionais, numa tentativa de se tornarem mais ágeis, colaborativas e orientadas para o cliente. No entanto, apenas 21% dos líderes empresariais e de RH consideram ser especialistas na construção de equipas interfuncionais, e apenas 12% entendem realmente a forma como os seus funcionários trabalham actualmente em conjunto.
A pesquisa refere também uma crescente diversidade geracional, com os milenares que possuem elevadas expectativas em termos de crescimento pessoal a trabalharem lado a lado com a geração baby boomer (nascidos entre 1943 e 1960), muitos dos quais que continuam a atrasar o seu pedido de reforma. Um novo contrato social, alimentado pela exigência de uma rápida evolução de carreira, por condições de trabalho flexíveis e por um aumento do número de trabalhadores por conta própria ou em regime de part-time está a transformar radicalmente a relação entre empregado e empregador.

Melhoria da experiência dos colaboradores
Os líderes empresariais e de RH estão a trabalhar para melhorar a experiência dos profissionais e atrair e reter o melhor talento. 86% dos inquiridos classificaram os desafios associados à cultura corporativa como “importantes” ou “muito importantes.” 85% referiram-se ao envolvimento com os seus profissionais como algo “importante” ou “muito importante.”
Nesse sentido, as empresas estão a criar novos cargos no departamento de RH, como “chief experience officer” e “chief listening officer”, a melhorar as oportunidades de formação e a eliminar o défice de competências dentro dos RH. Quatro em cada 10 executivos admitiram que as suas empresas estão preparadas para responder ao défice de competências nos RH – um aumento de 25% face aos valores do ano passado.

Alteração dos modelos de liderança
O estudo da Deloitte revela ainda que a tradicional pirâmide de liderança não está a produzir líderes a um ritmo suficientemente rápido. 56% dos inquiridos reconheceram que as suas empresas não estão preparadas para responder às suas necessidades de liderança, e 22% admitiram não ter qualquer tipo de programa de liderança para os milenares. Por isso, a grande maioria dos executivos (89%) identificou o reforço, a reengenharia e a melhoria da liderança organizacional como uma importante prioridade para este ano.

 

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