Barómetro: “Guerra” pelo talento. Afinal existe ou não?

Segundo o painel de especialistas do Barómetro Human Resources não há dúvida: em 2018, não só vai existir “guerra” pelo talento, como esta se vai intensificar. Mas o maior desafio das empresas não está na atracção de talento.

Por Ana Leonor Martins

 

No dia 13 de Março, o tema vai estar em debate na XV Conferência Human Resources e por isso quisemos perceber o que pensam os especialistas do nosso Barómetro sobre a “guerra” de que tanto se fala nos fóruns de Gestão de Pessoas, a “guerra” pelo talento. Mas será que existe mesmo? E é uma coisa nova ou sempre existiu? Quais os efeitos que se fazem sentir, ou não, nas empresas?

Por outro lado, e partindo do princípio que talento são todas as pessoas fundamentais ao sucesso das organizações e não só os jovens ultra tecnológicos e digitais, qual é o maior desafio das empresas, a atracção ou a retenção de talento? E os talentos seniores, como são vistos? Neste âmbito , e igualmente fundamental quando se fala deste tema, e da inevitável transformação digital, é a reconversão de competências. É uma prioridade para as empresas? E quais serão as competências mais relevantes no futuro, serão as competências técnicas e digitais ou serão sobretudo soft skills?

Nesta 16.ª edição do Barómetro apresentamos uma novidade no que respeita às três perguntas fixas. Passaremos a ter apenas uma por edição, passando assim, cada uma delas, a ter carácter trimestral. Este mês temos em destaque a evolução do emprego.

O painel do Barómetro Human Resources tem sido enriquecido, contando com mais de 150 especialistas que, mensalmente, são desafiados a partilhar as suas perspectivas sobre temas na ordem do dia no que à Gestão de Pessoas diz respeito. São maioritariamente directores de Pessoas (75%), mas o painel conta também com presidentes/ chief executives officers (10%) e directores de Marca/ Comunicação e/ ou Marketing (15%).

 

Um desafio de sempre

Desvendámo-lo logo no início e a resposta não seria difícil de adivinhar. Quando questionados se “vai existir ‘guerra’ pelo talento”, o painel é peremptório, com 93% a afirmar que sim. Com uma nuance, para 33% essa realidade não constitui uma novidade, ou seja, vai haver “guerra” pelo talento, tal como sempre aconteceu. Mas 60% acredita que se fará sentir de forma ainda mais acentuada. Apenas 5% discorda e afirma que não irá existir dificuldade em atrair e reter talento.

Curiosamente, quando a pergunta se centra na realidade concreta de cada um, questionando-se se “a sua empresa já está a sentir os efeitos dessa ‘guerra’ pelo talento”, o sim mantém-se destacado nas respostas nas inverte-se a dinâmica, isto é, 58% responde “sim, tal como sempre aconteceu”, e apenas 28% perspectiva que essa realidade de faça sentir na sua empresa de forma ainda mais acentuada. Deduz-se então que é um “problema” que percepcionam em maior escala para a generalidade das empresas mas não para sua. Por outro lado, ainda que de forma irrisória, aumentou para 7% a percentagem de especialistas que acredita que a “guerra” pelo talento não se irá fazer sentir, sendo que igual percentagem não sabe/ não responde.

Procurámos então perceber, “neste âmbito, qual vai ser o maior desafio para as empresas, a atracção ou a retenção de talento”. Contrariamente ao que, eventualmente, seria expectável, a maioria dos especialistas perspectiva que o maior desafio seja a retenção. Foi o que respondeu 54% do painel, mais 10% do que aqueles que consideram que será a atracção o maior desafio  ara as organizações (44%).

 

Leia os testemunhos de Sofia Tenreiro, directora-geral da Cisco Portugal, e Fernando Magalhães, director Externato Frei Luís de Sousa, e o artigo na íntegra, na edição de Fevereiro da Human Resources Portugal. 

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