Boas Práticas: A importância do salário emocional

O bem-estar e a diversidade e inclusão são dois dos pilares estratégicos da Gestão de Pessoas na Schneider Electric. Traduz-se numa espécie de salário emocional que não só promove a satisfação dos colaboradores como contribui para aumentar a produtividade.

Por Ana Leonor Martins

 

A Schneider Electric, cujas soluções procuram assegurar que todos têm acesso à energia (uma em cada cinco pessoas no planeta ainda não tem), mas também ajudar a reduzir o consumo e acelerar a transição dos clientes para a utilização de “energia limpa”, assume a sustentabilidade como o core da sua estratégia. «Acreditamos que é possível fazer bem, e fazer o bem, e empresas como a nossa, que ao demonstrarem um forte compromisso e ao agirem, podem contribuir para um mundo melhor», defende Ana Vieira Simões, Human Resources country manager da Schneider Electric Portugal.

Neste contexto, foi “bastante natural” que tivessem subscrito a Carta de Princípios do BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, que estabelece directrizes que pretendem criar um referencial adaptado a empresas de várias dimensões, promovendo um modelo de gestão empresarial sustentável, como um factor de competitividade. Além disso, a Schneider Electric concebe 100% dos novos produtos com um rótulo ecológico (EcoDesign Way), tem um plano de actividades que pretende facilitar o acesso a energia segura e fiável a populações desfavorecidas e desenvolve produtos e soluções que permitem aos clientes optimizar o seu consumo energético.

Este compromisso não só faz com que a Schneider Electric seja reconhecida internacionalmente como uma das empresas mais sustentáveis (tendo sido distinguida com prémios neste âmbito), como representa, um factor de atractividade no processo de recrutamento de novos colaboradores e na retenção de talentos». «Por outro lado – continua a responsável –, ao promovermos a implementação de medidas de sustentabilidade, reforçamos o impacto positivo no bem-estar dos colaboradores, dos seus familiares, da comunidade, dos stakeholders, da sociedade e do planeta. Este é um princípio intrínseco à nossa cultura e que nos distingue de outros players.»

 

Pilares fundamentais

Na Schneider Electric acredita-se que «as grandes empresas são construídas por grandes pessoas. Pretendemos assegurar que os Recursos Humanos possuem o melhor talento e que lhes damos as melhores condições para desenvolverem o seu potencial», sublinha a HR country manager. Para isso, e para além da aposta no talento e na aprendizagem, a Gestão de Pessoas que promovem baseia-se nos seguintes pilares: high performance e well-being, liderança, diversidade e inclusão.

 

– Well-Being e High Performance: defendendo que um promove o outro e vice-versa, apostam numa abordagem holística, procuramos impactar positivamente as comunidades onde se integra e o ambiente. «Ao promover o bem-estar dos colaboradores, reforçamos a nossa missão central de sustentabilidade», afirma a responsável. «E não falamos apenas de ausência de doença, mas sim de saúde num sentido mais amplo, ou seja, um estado completo de bem-estar físico, mental e social é para a Schneider Electric uma questão prioritária e na qual trabalhamos há muitos anos.»

Ana Vieira Simões partilha que o modelo “The Making of a Corporate Athlete”, dos autores Jim Loehr e Tony Schwarts, ajuda a perceber porque é que há pessoas que alcançam excelentes resultados em ambientes competitivos, enquanto outras não. «Não se trata apenas de ter uma grande capacidade intelectual, mas sim de alinhar o estado físico, emocional e espiritual, criando uma pirâmide de alto desempenho, com quatro estados que é importante equilibrar: capacidade espiritual, mental, emocional e física. Incentivamos os colaboradores a investir no bem-estar em todos estes eixos.»

Isso é promovido de diversas formas. Por exemplo, ao nível físico promovem uma alimentação saudável por via de sessões de nutrição e através da disponibilização de fruta fresca nos escritórios. Também é reforçada a importância da prática de exercício físico laboral com sessões semanais de ginástica nos escritórios da Schneider Electric. E uma das iniciativas mais apreciadas pelos colaboradores é a massagem laboral.

 

– Liderança: política de “lead by example”, em que os líderes são os primeiros a dar o exemplo e a inspirar as suas equipas. «Deste modo, promovemos o respeito e a confiança nas equipas, procurando assim que todos explorem o seu potencial», reitera.

 

Diversidade e Inclusão: considerada um activo estratégico e um elemento-chave para assegurarem vantagem competitiva, aplica-se às entidades da Scnheider Electric, em todo o mundo, assegurando todas as suas diferentes facetas e sendo materializada no desenvolvimento de acções que abranjam áreas como a diversidade de género e cultural, respeitando os regulamentos locais e abordando questões específicas de cada país. «Todas as formas de diversidade são vistas como tendo valor real para a empresa, impulsionando o negócio. É são a fundação para a equidade e igualdade que tanto procuramos», partilha. «E a nossa política de valorização dos talentos promove as competências que tornam cada colaborador único. Assim reforçamos a integração da diversidade em todas as equipas.»

O nosso objectivo é proporcionar igualdade de oportunidades a todos os colaboradores de modo a que estes se sintam valorizados para dar o seu máximo», sublinha. «É desta forma que alcançamos a inovação, o compromisso, motivação e o alto rendimento.

Leia o artigo na íntegra na edição de Setembro da Human Resources Portugal.

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