Competências!

Ricardo Florêncio

Director da Revista HR Portugal

Editorial publicado na edição de Outubro de 2014 da revista HR Portugal

É dos dogmas que sempre me fez mais confusão na gestão de pessoas, de recursos humanos: a necessidade de uma vasta experiência acumulada num determinado sector, como factor preponderante para a escolha de candidatos a um lugar.

Nunca entendi muito bem esta obsessão. E embora não seja tão sentido como há alguns anos, ainda é considerado um factor claramente não distintivo, mas quase obrigatório, para um vasto conjunto de empresas. Porventura, mais sentido nuns sectores do que noutros, pois há claramente sectores de actividade em que a rotatividade de quadros, nomeadamente os de Direcção, se faz dentro, e apenas dentro, do sector. Faz sentido?

Sempre privilegiei muito mais as características, as capacidades, as competências, as experiências, os soft skills necessários para o desempenho de uma certa função, num determinado ambiente empresarial, num enquadramento específico. Se já tiver alguma experiência e conhecimento no sector, isso pode ser visto como um valor acrescentado.

Aliás, sempre considerei muito benéfico para todos, para as pessoas e para as empresas, uma certa visão abrangente dos colaboradores, com a possível passagem e acumular de conhecimentos e experiências em diversos sectores de actividades, da indústria aos serviços. Esse acumular de experiências, devidamente adaptadas aos desafios que enfrentamos, é claramente uma vantagem que não pode, não deve, ser desprezada nem esquecida pelas empresas.

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