Consultoria: uma importante peça do puzzle

O gestor conhece as peças do seu puzzle como ninguém, mas não pode, nem deve, saber tudo. Assim, e numa época de novos desafios para a gestão, recorrer a especialistas em algumas áreas específicas vai potenciar o crescimento do negócio.

 

Por Nuno Condinho, CEO Sales Factory

 

Ninguém conhece o seu negócio como quem o gere. O dia-a-dia da empresa, os seus activos, recursos, mercado, ambiente competitivo, clima organizacional, cultura e valores, e acima de tudo as suas pessoas.

Uma empresa é um gigantesco puzzle onde todas as peças se deverão encaixar – embora de forma não estática. E é esta componente de dinâmica que exige uma observação e adaptação constantes. O gestor conhece as peças do seu puzzle como ninguém, mas não pode, nem deve, saber tudo – poder dispor de uma visão “fora da caixa”, que traga uma abordagem nova, baseada em experiência, poderá seguramente contribuir para a criação de valor na sua organização. Nenhum gestor domina todas as áreas de competência – não sabemos tudo e devemos recorrer a especialistas por área específicas.

Vivemos na era digital, com novos desafios para a gestão a cada dia, ao nível das pessoas, do marketing e vendas, operações, área financeira, transformação digital, entre outras.

Recorrer a um consultor externo não é um sinal de desespero ou “fraqueza” – é, pelo contrário, a demonstração de uma visão clara e de conjunto do seu negócio. O consultor é um profissional que acumulou experiência prática na gestão de negócios em diferentes contextos competitivos e, como tal, irá trazer um contributo decisivo na observação de práticas de gestão e de negócio, e no diagnóstico de desvios face ao plano estratégico da organização, verificados a nível mais global ou mesmo departamental, propondo um plano de acções tácticas / correctivas.

Isto aplica-se a empresas de todas as dimensões e áreas de negócio, da micro à grande empresa, passando pelas PME. Uma empresa de menor dimensão, por exemplo, a qual à partida poderia considerar o recurso a uma empresa de consultoria como um investimento incomportável, verificará rapidamente que o investimento é diminuto face ao retorno relevante com o resultado alcançado. Assim, o apoio à sua gestão irá revelar-se decisivo, e com um risco controlado pela indexação a resultados.

Será particularmente verificável numa consultora com uma visão pragmática e de proximidade ao cliente, e que não cobrará “consumo de horas”, estando antes disposta a remunerar-se também pelo atingimento de objectivos, partilhando e reduzindo o risco. O cliente terá acesso a diferentes práticas de gestão, as quais poderá não conhecer ou utilizar actualmente, alargando assim as suas competências e aumentando a sua capacidade competitiva.

Um gestor com esta visão, vai gerar novas oportunidades de crescimento para o seu negócio: rever a sua organização, pessoas e processos, encontrando eficiências, vai seguramente beneficiar a sua margem de contribuição. Ao imaginarmos uma empresa que não cresce como seria expectável num mercado dinâmico, o seu consultor vai ser um parceiro estratégico para encontrar respostas e fundamentar decisões – algumas difíceis ou estratégicas. Irá ser mais um elemento da equipa, trabalhando em proximidade, interagindo com as pessoas, com uma visão isenta e sem “vícios”, e conhecendo a fundo todos os processos de trabalho, para depois produzir recomendações de acção.

Esta parceria irá gerar uma sinergia crescente, permitindo, a título de exemplo: fundamentar uma decisão de reestraturar custos, estabelecer prioridades no investimento, potenciar investimentos em marketing e vendas, redefinir estratégia e executar acções táticas ou até actuar ao nível das pessoas, detectando necessidades de coaching e formação que irão ajudar a reter os melhores talentos.

Decisões estratégicas de negócio, como reestruturar a organização, auditar processos, reduzir custos, internacionalizar ou crescer por via de uma aquisição, são outros exemplos em que o apoio da consultoria empresarial externa se revela imprescindível para a redução do risco na tomada de decisão.

 

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