Disponibilidade como palavra-chave

Zé Pedro Cobra foi o keynote speaker de abertura da XVI Conferência Human Resources, que reuniu ontem no Museu do Oriente, em Lisboa, mais de 450 profissionais, para ouvir falar sobre “As organizações do Futuro”. Mas foi pelas “desorganizações do futuro”, que se começou, tendo sido lançados vários “desafios de consciência”.

 

Apresentou-se como advogado, voluntário e desafiador de consciência. E foi isso que Zé Pedro Cobra fez durante a sua apresentação, com muito humor à mistura, porque, diz, cintando os Monty Python, “rir é a melhor maneira de levar a vida a sério”. As perguntas lançadas por Ricardo Florêncio, CEO da Multipublicações no seu discurso de boas-vindas foram muitas e o keynote speaker defendeu que “no fim, voltamos ao princípio, as pessoas”. É a variável constante. E que para falar de mudança e preciso desconstruir aquilo que entendemos como organização.  Isso obriga-nos a reorganizarmo-nos a nós próprios. «Não é preciso pôr as pessoas no centro da questão, nas no centro da solução.»

Estabeleceu uma analogia com David e Golias, sendo as pessoas David, e o futuro o Golias, salientando que muitas vezes nos enganamos com a natureza das vantagens e que por vezes há dificuldades desejáveis, que nos obrigam a aprender e evoluir. «Mas estaremos verdadeiramente disponíveis para a mudança? A palavra-chave aqui é disponibilidade», sublinhou.

Zé Pedro Cobra continuou a sua apresentação usando como fio condutor os vários filmes da saga “Guerra das Estrelas”, que já tinha servido de inspiração a suas conferências Human Resources: “The Dark Side of Digital” e “Talent War: a Guerra pelas Pessoas”. E salientou várias ideias: Vivemos uma enorme instabilidade e as pessoas estão à espera que o chefe diga para onde se vai, mas os líderes também não sabem o que vai ser o futuro. «Não são iluminados! É preciso estar disponível para dizer “não sei” ou “não percebi”», reiterou. «Cabe a nós fazer esse caminho, estar disponíveis para participar. E perguntar. Ter voz activa, chamar a atenção para o absurdo.»

Defendeu ainda que «é preciso parar para pensar, e com o cansaço acumulado já não queremos ouvir»; regressar a nós próprios e perceber onde vamos buscar a motivação e o que nos apaixona, para dar o passo para ir mais longe»; trabalhar o nosso ego; e ter consciência de que precisamos todos uns dos outros. «Esta não é uma história para fazer a solo.»

 

De referir que o “fee” cobrado por Zé Pedro Cobra vai reverter na integra para a Academia do Johnson. Quando era novo, o Johnson teve um percurso de vida muito adverso, com comportamentos que o levaram à prisão. Mas depois mudou toda a sua vida e, de há dez anos para cá, tem trabalhado sobretudo com jovens do bairro Cova da Moura, aplicando toda a sua experiência pessoal na prevenção de situações de risco.

 

A XVI Conferência Human Resources contou com o patrocínio das seguintes empresas: BP, Continente, CTT, Delta Cafés, EDP, Fidelidade, INDEG-ISCTE, PLJM Advogados, Jaba Recordati, Caixa Económica Montepio Geral Randstad, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e Ticket Serviços. E com os apoios das Hospedeiras de Portugal, da Inpressionante e da BDR, Bandeiras e Mastros.

 

Não perca, na edição de Janeiro da Human Resources, a reportagem completa do evento.

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