E a sua empresa, já adoptou o trabalho flexível?

É cada vez mais nítido que o mundo laboral sofreu grandes alterações e torna-se ainda mais importante que os líderes empresariais as aceitem.

 

Por Josep María Raventós, country manager da Sage Portugal

 

Se é verdade que o mundo em que vivemos é um mundo VUCA – Volátil, Incerto (Uncertain), Complexo e Ambiguo – sabemos que não é fácil prever o futuro. Mas pessoalmente, e também na empresa que lidero, defendo outro conceito para este termo em que Visão, Compreensão, Clareza e Agilidade são palavras de ordem. O futuro tem de ser planeado, temos de estar sempre um passo à frente dos acontecimentos. É necessário definir prioridades, é uma das principais normas de gestão – definirmos o que queremos para e dos colaboradores, para conseguirmos uma estratégia empresarial bem definida.

 

É cada vez mais nítido que o mundo laboral sofreu grandes alterações e torna-se ainda mais importante que os líderes empresariais as aceitem, pois trarão grandes benefícios para a empresa. Existem quatro grandes factores que destaco sempre:

1. A existência de condições de trabalho flexíveis tem impacto no mercado de trabalho
A flexibilidade pode ditar a permanência de talento nas empresas ou o seu afastamento. No actual contexto empresarial, cada vez mais competitivo, as organizações que se disponibilizem a oferecer maior flexibilidade irão atrair e manter muito mais o talento. Uma empresa que incentiva e promove o trabalho flexível ganha vantagem em relação a outra que não queira fazê-lo. Isto é algo a que os colaboradores dão muito valor e contribui cada vez mais para a fidelização à empresa.

2. A confiança prestada aos colaboradores
Acredito na importância das pessoas e na sua capacidade de desempenhar as tarefas. Deve valorizar-se esta confiança na responsabilidade, que se transforma em retorno para a motivação. Ao proporcionarmos aos colaboradores um trabalho flexível, demonstramos que confiamos neles e no seu trabalho, nomeadamente fora do escritório.

3. A produtividade dos colaboradores está a ser cada vez mais discutida globalmente
É física e psicologicamente impossível ser produtivo durante as oito horas laborais. As pessoas precisam de algum tempo de pausa, de reflexão. Por vezes, quando não queremos parar o que tanto temos por fazer, acabamos por fazer pior do que se tivéssemos parado e pensado. As pessoas acabam por estar presencialmente, sem estarem a trabalhar efectivamente.

4. A mudança laboral está também reflectida nas evoluções tecnológicas ocorridas nos últimos anos
Ao nível do trabalho remoto, torna-se muito mais fácil permitir a flexibilidade exigida pela maioria dos colaboradores, tendo em conta que todas as ferramentas que precisam são possíveis de aceder em casa, ou a partir de qualquer lugar. Isto possibilita outro tipo de conforto ao colaborador, sem distrações, permitindo que algumas das suas necessidades sejam concretizadas e, que ao mesmo tempo consiga fazer o seu trabalho em conjunto com as equipas à distância.

Tudo isto significa que é de facto importante antecipar e conseguir planear o futuro. Tudo isto será reflectido no nosso negócio: ao pensarmos no crescimento que queremos atingir, devemos pensar também nas pessoas que tudo fazem para que tal se torne uma realidade. Nenhuma empresa se deve dar ao luxo de ignorar estes aspectos.

Este texto foi publicado na edição de Fevereiro 2019 da Human Resources.

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