Employer Branding: as cinco tendências obrigatórias

O Employer Branding está a mudar, a um ritmo acelerado. Longe vão os dias em que uma política interna sólida e aulas de yoga semanais eram suficientes para que a imagem da empresa fosse notada pelo talento certo. 

 

O blogue Undercover Recruiter perguntou a Samantha Hepburn, co-fundadora do Circle, fundadora do Find a Tech Job e freelance community consultant, qual o caminho que o Employer Branding está a seguir para os próximos 18 meses, e mais além.

Estas foram as respostas:

1 – Gig Economy 

Cada vez mais empresas contratam colaboradores freelancers e a necessidade de focar no Employer Branding é maior que nunca. Os empregadores têm de ter a certeza de que oferecem uma experiência positiva a todos os candidatos e trabalhadores, independentemente do regime em que estes colaboram. A abordagem de “tamanho único” não vai funcionar nesta economia. As estratégias devem ser feitas por medida.

«O Employer Branding pode agora ser diferente de equipa para equipa, dependendo do tamanho da empresa. Vai depender da cultura do negócio e do que pode resultar para cada departamento. As pessoas têm de ser mais criativas», afirma Hepburn.

 

2 – Autenticidade 

Em 2018, a necessidade para se ser autêntico está a ficar na linha da frente do Employer Branding. Os negócios devem comunicar a sua marca de uma forma genuína, para garantir que a reputação global está alinhada com as opiniões dos colaboradores.

Hepburn explica que «mais e mais pessoas falam umas com as outras. No passado, procurávamos o conselho de celebridades e influenciadores, mas agora fazemos mais algo com base na opinião de um colega, amigo ou conhecido. O aparecimento de sites como a Glassdoor também mudam o paradigma. As pessoas escrevem online como é trabalhar para a empresa X. A empresa pode dizer uma coisa, mas os ex-colaboradores podem revelar o que de facto acontece. Já não há esconderijos».

Uma forma de garantir a autenticidade é colocar pessoas reais na estratégia de Employer Branding. Os testemunhos de colaboradores e uma ênfase na felicidade das equipas é um bom primeiro passo.

3 – Responsabilidade Social Corporativa 

Está a tornar-se cada vez mais importante. Os colaboradores querem as suas empresas a operar de forma responsável e que “ataquem” problemas sociais e ambientais, nas suas áreas geográficas. Enquanto muitas empresas estão a tornar a Responsabilidade Social parte da estratégia geral, outras estão a colocá-la no core. A Ben & Jerry’s, por exemplo, procura apenas usar ingredientes de consumo justo e investiu em programas de Sustentabilidade. Ao mesmo tempo, a TOMS oferece um par de sapatos a uma família carenciada por cada par vendido.

Hepburn desenvolve a ideia ao argumentar que as empresas precisam de dar aos colaboradores a oportunidade de fazer o seu papel a nível individual. «Muitas empresas estão a dar um dia extra de férias para os colaboradores que façam voluntariado. Vejo muitas pessoas a assumir papéis que podem ser menos pagos porque podem dar a oportunidade de saírem e fazer algo diferente». Pois todos querem ganhar aquele bom karma.

4 – Eventos offline

Cuidado, introvertidos! 2018 é o ano em que eventos cara-a-cara voltam a estar na moda, com mais pessoas a afastarem-se do mundo digital, de volta à interacção humana. Hepburn acredita que assim se torna “full circle”, enquanto tomamos o nosso contacto offline.

Seminários, eventos de carreira e debates vão ser mais populares, mas também vai haver mais necessidade de estes serem específicos. Os eventos vão precisar de ser talhados para a audiência. Afinal, se apenas quisessem conversar, iam para o café. Hepburn acredita também que estes eventos deviam ser baseados em “experiência e aprendizagem”.

5 – As redes sociais vão crescer 

A importância das redes sociais vai continuar a crescer, e uma estratégia forte vai ser crucial. Contudo, é importante considerar as plataformas certas a investir, consoante o público alvo. Só porque é apaixonado por filtros do snapchat, isso não quer dizer que seja bom para o Employer Branding.

De acordo com Hepburn « se procura developers, tem de ir a encontros de tecnologia e postar no Twitter. Se procura designers, tenha uma boa página de Instagram, que mostra o trabalho que fazem».

 

Este texto foi originalmente publicado no Undercover Recruiter, pela autora Alice Murray. 

 

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