Gestão de expatriados: O novo desafio das organizações

Num mundo em constante mudança, a mobilidade tornou-se um factor chave para a estratégia global de gestão e retenção de talento das multinacionais. As organizações devem estar preparadas para apoiar os colaboradores na sua deslocalização, acompanhando-os em todo o processo.


Por Carla Matos, sócia e coordenadora da Área de Prática de Clientes Privados, e Sara Barroso, associada da Área de Prática de Clientes Privados, da CCA Ontier

 

Para apoiar o crescente número de colaboradores expatriados que são destacados, é importante que as organizações se prepararem, alterando as políticas de compensação e criando oportunidades de carreiras competitivas, para acompanhar estas “movimentações”.

Na perspectiva das organizações, existem inúmeras vantagens em receber ou enviar colaboradores do ou para o estrangeiro. Independentemente de se tratar de missões de longa ou de curta duração, a verdade é que estes destacamentos implicam necessariamente um desenvolvimento de carreira através de uma experiência global.

Assim, de modo a beneficiar destas vantagens, as organizações devem estar preparadas para apoiar os seus colaboradores na sua deslocalização, acompanhando-os em todo o processo.

Com efeito, quanto mais apoio os seus colaborares tiverem das organizações, maior será a possibilidade de aceitarem o desafio, bem como maiores serão as probabilidades do destacamento ser um sucesso.

Deste modo, aerá importante reunir uma equipa de profissionais multidisciplinares, especialistas em questões de migração, fiscais e laborais, que esteja preparada para fornecer todos os serviços necessários à transferência da residência do trabalhador, para que este se possa concentrar no melhor que o país de destino e a oferta de trabalho têm para lhe oferecer.

Neste sentido, o objectivo das organizações será proporcionar aos seus colaboradores, expatriados e às suas famílias, estabilidade em tempos de mudança, estabelecendo fases, que devem ser cumpridas, de modo a que os colaboradores se sintam acompanhados pela própria organização (ou pelas entidades a quem esta delegue tal competência).

Em termos gerais, o expatriado necessita de maior apoio das organizações nas seguintes fases:

Em conclusão, consideramos que será um factor de sucesso o acompanhamento personalizado de cada colaborador, e respectivas famílias, pelas organizações. Com efeito, a assessoria em todas as fases acima referidas, implica uma menor instabilidade e, como tal, uma maior capacidade de adaptação. E não restam dúvidas de que um verdadeiro destacamento, bem como todas as vantagens advenientes do mesmo, somente se inicia quando tudo entra na “normalidade”.

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