Há profissionais a recusar ofertas de emprego. Conheça as razões

No Guia do Mercado Laboral 2019, a Hays identificou uma maior pressão para a subida da remuneração. Em 2018, 51% dos profissionais recusaram ofertas de emprego por causa do pacote salarial proposto.

 

De acordo o estudo da consultora, houve ainda quatro factores que pesaram na decisão de recusar ofertas de emprego: «o projecto não era interessante» (33%), «as condições contratuais não eram as pretendidas» (22%), «a oferta não se adequava à experiência ou à área de formação» (18%) e «não tinha interesse em mudar de emprego» (17%).

Quanto a este ano, as estimativas da empresa revelam que 70% dos profissionais demonstram interesse em mudar de emprego. As principais motivações prendem-se ao «pacote salarial, perspectivas de progressão de carreira, procura de projectos mais interessantes, insatisfação com a empresa e, por fim, a insatisfação com a chefia directa».

Mais de metade (60%) destes profissionais afirmam que já se encontram à procura de um novo projecto, 28% está em processo de recrutamento e 19% admitem vir a despedir-se. Já 55% dos inquiridos não descartam a possibilidade de abraçar novos projectos, mas admitem que não irão procurá-los forma proactiva (54%).

Carlos Maia, regional director da Hays Portugal, faz notar que «elementos como a oferta salarial, plano de carreira, plano de formação, prémios de desempenho e cultura empresarial apresentam uma percentagem de referências de candidatos muito superior à dos empregadores». Por outro lado, nota que «os empregadores referem factores como prestígio no mercado, dimensão da empresa e ambiente familiar, que parecem ser pouco valorizados pela maioria dos profissionais».

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