Helen Duphorn: Colaboradores apaixonados, portugueses conquistados

Helen Duphorn assegura que «a IKEA e os portugueses são, desde o primeiro dia, um “love match”». E não tem dúvidas de que os já mais de 2500 colaboradores da empresa são a variável fundamental dessa equação.

 

Por Ana Leonor Martins | Fotos Nuno Carrancho

 

Foi há cerca de 10 anos, a primeira Country & Retail manager da IKEA Portugal e hoje é novamente a directora-geral da empresa no nosso país. Helen Duphorn partilha que na altura, como hoje, o principal desafio é «ir ao encontro dos sonhos dos clientes em termos de preços, sem comprometer a qualidade, a sustentabilidade e o design». Mas há um desafio acrescido: estar acessível onde e quando os clientes quiserem, independentemente do canal. Assim, a IKEA está, a nível global, a passar por uma transformação digital. O essencial não muda: «Somos um grupo diversificado de pessoas simples e realistas, apaixonadas pela vida em casa. Trabalhamos em conjunto para atingirmos os nossos objectivos de negócio, e divertimo-nos muito ao fazê-lo», garante a responsável. E os números não mentem. Portugal foi um dos três mercados IKEA que mais rapidamente cresceu.

 

A Helen foi a primeira Country & Retail manager da IKEA Portugal, após a actividade da empresa se ter autonomizado de Espanha, em Setembro de 2009. Na altura, o que a motivou a aceitar o desafio de vir para Portugal?
Na verdade, a IKEA era ainda muito recente no mercado e os portugueses receberam-nos muito bem desde o início. Costumo dizer que a IKEA e os portugueses são, desde o primeiro dia, um “love match”. Relativamente a desafios de negócio, destacaria o tentarmos sempre ir ao encontro das expectativas de qualidade dos nossos clientes em Portugal, enquanto mantemos os nossos preços acessíveis – que, no final, é o que a maioria das pessoas procura.

 

Para si quais foram os principais desafios de então, visto que a IKEA estava a dar os primeiros passos em Portugal, “a solo”?
Estive em Portugal apenas alguns meses em 2009, já que fui inesperadamente convidada pela IKEA a nível global a mudar de planos e ir viver na Holanda. Mas não há dúvidas de que tivemos, desde o início, uma boa ligação entre a marca e o consumidor. As pessoas desejavam algo novo e fresco e receberam o nosso conceito de design democrático de braços abertos. O nosso desafio na altura – e ainda hoje –, é fazermos com que a nossa gama de artigos para a casa seja  realmente acessível. A nossa missão é fazer com que qualquer pessoa consiga ter uma casa bonita e funcional, para si próprio e para a sua família.

 

Nesse curto espaço de tempo, o que mais a atraiu em Portugal?
Sem dúvida alguma a atitude positiva e acolhedora dos portugueses.

 

Volvida quase uma década – em Setembro de 2017 –, volta a assumir a responsabilidade pelos destinos da IKEA Portugal. Como encarou o regresso a Portugal?
Depois de sete anos como responsável pela área de Comunicação Corporativa a nível global, e 20 anos em diferentes posições de liderança dentro da IKEA, decidi que o meu novo desafio teria de ser o de voltar a Portugal. E assim fiz. Regressei e encontrei um mercado do sector do mobiliário e decoração muito mais desenvolvido e colegas com muito mais experiência e conhecimento, mas com o mesmo espírito e orgulho em trabalhar nesta empresa fantástica. Sinto-me verdadeiramente feliz por fazer parte desta equipa em Portugal! Actualmente, o nosso desafio mais relevante é, ainda, ir ao encontro dos sonhos dos clientes em termos de preços, sem comprometer a qualidade, a sustentabilidade e o design. Para além disso, as expectativas em termos de serviços e acessibilidade são muito mais elevadas do que antigamente, muito em linha com o que acontece noutros países.

 

Mas os desafios evoluíram…
Sim… Hoje, a expectativa é clara: queremos estar acessíveis onde e quando os nossos clientes quiserem, independentemente do canal. A transformação digital é um desafio transversal a todas as empresas, mas para a IKEA é uma verdadeira oportunidade. A transparência da digitalização permite que qualquer pessoa – quer esteja em Beja, Viana do Castelo ou Lisboa – tenha acesso à nossa gama de artigos. O cliente pode fazer escolhas mais informadas e decidir a sua preferência, e isto é bom para todos, incluindo para a IKEA. Outro dos maiores desafios – e das maiores oportunidades, na verdade – é a expectativa do consumidor em termos de sustentabilidade. Na IKEA, estamos comprometidos em ser 100% circulares nas nossas operações até 2030. Estamos bem posicionados nesta área e continuamos a trabalhar na agenda da sustentabilidade a um ritmo muito rápido. Na verdade, quando fui responsável pela área de compras no sul da Ásia, uma das minhas responsabilidades era assegurar que todos os nossos fornecedores cumpriam os padrões de produção sustentável, já naquela época.

Leia a entrevista na íntegra na edição de Junho da Human Resources.

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