O futuro passa por carreiras multi-empresa

O orador de encerramento da XVI Conferência Human Resources foi Sérgio do Monte Lee, partner da Deloitte, que deu conhecer como a Deloitte está a “redesenhar” o seu ambiente de trabalho, uma história que não é feita só de sucessos.

 

O partner da Deloitte começou por destacar que o «capital humano é importante e estratégico para todas as empresas», mas que, no caso da consultora em que trabalha, «é o activo; não há outra matéria-prima». Sobre o factor humano, partilhou a média de idades é 28 anos, com 80% da força de trabalho da geração millennial.

Sérgio do Monte Lee acredita que a mudança é mais um tema de contexto do que de gerações, ou seja, querem novas formas de trabalho porque podem e não porque sejam muito diferentes das anteriores. Se nos anos 80 o tempo de permanência nas organizações era 15 anos, hoje são 4 ou 5 e a perspectiva é que reduza para 2 anos. A tecnologia está a mudar o contexto. Acredita que o desafio passa por equilibrar a tecnologia com o humanos e encontrar formas de acomodar necessidades de trabalhadores tão diversos.

Salientou que o tema da tecnologia não é de hoje e que o problema passa sobretudo pelas novas formas de trabalho e o balanço entre o trabalho tradicional e a gig economy, que ganha cada vez maior expressão. «Se um colaborador fica na empresa, em média, dois anos, como se passa a cultura e como se capta conhecimento para a empresa?», questiona.

O responsável identificou ainda as alavancas do futuro do trabalho:
– ferramentas digitais
– nova organização e métodos de trabalho
– transferência de conhecimento
– gestão de pessoas; reformulação de carreiras

E partilha o que não correu bem na transformação na Deloitte:
– avaliação de desempenho, pois ao retirar as notas, apostando antes no feedback, no fim do ano criou um problema nas decisões de progressão de carreira e salário
– employer branding: aposta inicial foi para fora, numa lógica de atracção de talento, mas ao venderem-se como “empresa escola”, as pessoas encaravam a Deloitte como um curso, onde só iam ficar dois ou três anos

Ainda que a força da Deloitte, actualmente, ainda seja tradicional,  Sérgio do Monte Lee que isso vai mudar rapidamente, com a gig economy a ganhar preponderância. O que traz «enormes desafios em termos de cultura organizacional».

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