O novo director de Pessoas!

Ricardo Florêncio

Director da Revista HR Portugal

Uma das questões mais interessantes na temática da Gestão de Pessoas prende-se com os objectivos e desafios que são colocados hoje aos directores de Gestão de Pessoas/ Recursos Humanos.

Várias vezes questionam-me sobre qual o perfil adequado para o desempenho da função, atendendo ao novo âmbito, abrangência e objectivos da mesma. É óbvio que varia conforme o sector de actividade, o estado e situação da empresa, os objectivos reais da empresa, o CEO (factor de importância vital, e muitas vezes descurado), e alguns outros. Mas actualmente existem traços comuns, um perfil que se pode desenhar. Tem de ser um aglutinador de pessoas. É uma função que está no núcleo da organização, tem de funcionar como tal, e o seu responsável tem de ser o principal impulsionador. Tem de ser um comunicador. Para dentro, para fora, tem de carregar, a par de outros na organização, (o que não acontecia muito até agora…) os valores, a cultura, a imagem, a reputação, a marca da organização. Este é um aspecto essencial na sua função, na manutenção e captação de talentos, e leia-se talentos como todas as pessoas que são essenciais à organização, independentemente das funções que desempenham. Depois terá de saber do negócio da empresa, a fundo. Pois terá de entender claramente o tipo de pessoas de que a organização necessita em cada momento, em cada lugar, interpretando, descortinando e participando na estratégia da empresa.

E, por fim, tem de ser um excelente gestor de Pessoas. Da sua equipa, a quem tem de delegar as componentes mais administrativas da função, a quem tem de motivar, pois têm de ser os mais motivados da organização para depois serem capazes de carregar e motivar os demais, e depois de toda a empresa, pois tem de gerir as motivações, as ansiedades, as diferentes gerações, os diversos objectivos, de todas as pessoas que compõem a organização.

Tem de ser o ponto de equilíbrio, a conexão, entre todas as áreas, departamentos, pessoas.

É um desafio e tanto, e daí o extremo cuidado que se coloca actualmente na escolha de um director de Pessoas, de Recursos Humanos.

Editorial publicado na edição de Março de 2016 da revista HR Portugal

 

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