O que tira o sono aos profissionais do transporte rodoviário?

A maioria dos profissionais com actividade no sector do transporte rodoviário de mercadorias não dorme bem. Esta é uma conclusão do estudo do Barómetro dos Transportes, promovido pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) e a Grounded, em parceria com a Transportes em Revista e com o apoio da ANTRAM. Saiba porquê.

 

O estudo avaliou oito fatores relevantes e com impacto na manutenção da actividade deste sector, nomeadamente o aumento dos impostos, a incerteza fiscal, o aumento do preço dos combustíveis ou do preço de outras matérias primas, a nova legislação mais restritiva, a falta de mão-de-obra, a evolução da economia e o aumento da concorrência.

Dos factores em observação, o que mais preocupa aos profissionais inquiridos é o aumento dos preços dos combustíveis, uma vez que 79% dos inquiridos afirmou que dorme mal ou tem insónias ao pensar nisso, registando-se um aumento de 6% de profissionais a agravarem as suas preocupações sobre este tema face a 2017. Esta realidade poderá estar relacionado com as oscilações no preço do petróleo e a instabilidade nos mercados produtores.

A incerteza fiscal (67%), o aumento dos impostos e do preço de outras matérias-primas (66%) e o aumento dos importos (64%) também condicionam bastante o descanso dos trabalhadores desta área, fazendo-os perder o sono.

Relativamente a 2017, e considerando apenas a variável “Insónia e Durmo mal”, a análise deste ano demonstrou que há sobretudo uma maior preocupação com um potencial aumento do preço das matérias-primas, que passou de 59% em 2017 para 66% em 2018, sobretudo devido à instabilidade e à incerteza no comércio internacional.

Mais de metade dos inquiridos neste estudo afirmaram ainda que dormem mal devido à falta de mão-de-obra (58%) e à nova legislação, mais restritiva (51%).

Dos oito factores em estudo, a evolução da economia (42%) e da concorrência (30%) são os indicadores que menos provocam distúrbios de sono nos inquiridos.

No estudo foram inquiridos cerca de 15 mil indivíduos que trabalham no sector do transporte rodoviário de mercadorias.

 

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