Opinião: Talento e recrutamento na geração millennial

Adaptação e flexibilidade são as palavras-chave de uma abordagem que deve envolver os millennials a toda a escala das organizações.

Por Alexandre Rosa, CEO da Noesis

 

A geração dos millennials tem sido um desafio para várias áreas de actuação, e o mercado de Tecnologias de Informação (TI), especialmente no que diz respeito à gestão de talento e recrutamento, não pode fugir a esta transformação. A nova dinâmica que se verifica na captação e retenção de talento neste sector deve-se, em parte, aos jovens que começam a estabelecer-se nas organizações.

Esta geração de talentos procura o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, o que leva a que as organizações tenham de pensar na mobilidade e na rotatividade como pontos essenciais na construção de estratégias de recrutamento. Este é um processo que consome crescente tempo e esforço, no sentido de colmatar as necessidades dos jovens.

A capacidade de captar, reter e gerir talento está directamente relacionada com a actuação segmentada e adequada aos perfis que constituem o mercado. É essencial ter em conta que os millennials são cada vez mais qualificados no sector das tecnologias de informação, e vão obrigando as organizações a ver os seus talentos como mais do que uma força de trabalho: agora, mais do que nunca, é preciso dar resposta às ambições e expectativas das pessoas.

Actualmente, é fulcral garantir a motivação desta faixa etária de importância crescente. São os millennials, enquanto primeiros nativos digitais, que ajudam a impulsionar a transformação digital e contribuem com a sua qualificação para o desenvolvimento de projectos em todas as áreas e, com a sua energia para o funcionamento das equipas.

Este são jovens talentos que procuram projectos que os posicionem no mercado e gerem impacto na sua carreira e nas organizações. A diversidade de oportunidades é, por isso, um factor decisivo para uma geração que entende o percurso profissional como uma forma de personal branding e valoriza, mais do que qualquer outra, os princípios éticos e a responsabilidade social. Os millennials interessam-se pelo projecto, pelo percurso e pela experiência, e é imprescindível compreender as suas preocupações.

Da perspectiva de uma organização, principalmente no sector de TI, o recrutamento deve passar, cada vez mais, pelo envolvimento com a comunidade universitária, com aproximação à realidade organizacional através de projectos, estágios e conferências. Estas parcerias devem promover o desenvolvimento de competências técnicas e a formação geral dos estudantes, mas também criar condições para a sua participação activa em projectos e outras iniciativas a nível profissional.

Adaptação e flexibilidade são as palavras-chave de uma abordagem que deve envolver os millennials a toda a escala das organizações, já que esta é uma geração que valoriza o contributo do seu trabalho para a sociedade, com perspectivas de mobilidade internacional, projectos diversificados e de sinergias com diferentes áreas. Conhecer o perfil millennial e dar resposta às suas expectativas é tão essencial como qualquer outra fase da estratégia de captação e retenção de talento.

 

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