Os desafios do CFO moderno

O estudo “Perspectivas do CFO & Liderança Financeira”, da Michael Page, identifica os principais desafios que os responsáveis financeiros enfrentam e as abordagens necessárias para os ultrapassar.

 

De acordo com o estudo da consultora, apresentado o mês passado na primeira edição das Business Talks (organizadas em parceria pela Michael Page e ISEG, para debater as tendências do mercado laboral), existe um afastamento do modelo financeiro tradicional do chief financial officer em direcção a um modelo mais proativo e ágil, defendendo-se que um CFO moderno deve unir o conhecimento financeiro a competências na área das TI, legal, RH e procurement, com uma integração cada vez mais crescente no planeamento, estratégia e gestão de uma empresa. O estudo revela ainda que estes profissionais estão mais envolvidos na cultura empresarial do que nunca e devem tornar-se, cada vez mais, agentes e líderes de mudança.

O “Perspectivas do CFO & Liderança Financeira” identifica os principais desafios que os CFOs enfrentam:

– Lei de protecção de dados: o Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados será um dos maiores desafios, porque a crescente complexidade das leis implica a contratação de peritos capazes de as explicar. Para garantir a conformidade dos sistemas de IT, os CFOs devem ter conhecimentos tecnológicos.

– Cibersegurança: as finanças são uma áreas mais vulneráveis a ciberataques, por isso os CFOs precisam de se envolver na gestão da cibersegurança e devem estar familiarizados com as questões de IT e dos sistemas jurídicos.

– Big Data: o armazenamento e o acesso aos dados são tão importantes como a análise dos mesmos. O CFO deverá coordenar a empresa em torno dos principais dados, ocupando uma posição de confiança na equipa de direção superior de uma empresa.

– Cultura de inovação: o CFO tem de criar uma estratégia e cultura de inovação que desenvolva um legado para a organização. É o defensor do accionista na empresa, o que implica que a sua liderança deve abranger considerações internas e externas. Deve fomentar as competências de liderança que melhor se adaptem aos colaboradores.

O estudo da Michael Page reúne opiniões de mais de 2800 decisores financeiros em 70 países de todo o mundo.

 

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