Portucalense lança curso em Cultura e Economia Criativa

A Universidade Portucalense (UPT) vai tornar-se, no início do próximo ano lectivo, na primeira instituição de ensino superior portuguesa a lançar uma licenciatura em ‘Cultura e Economia Criativa’.

Esta aposta, assegura o Reitor da UPT, Guilherme de Oliveira, justifica-se pela necessidade de colmatar uma lacuna verdadeiramente nacional – identificar, interpretar e valorizar economicamente bens e produtos culturais portugueses, capazes de gerar diferenciação, tornando-os, dessa forma, mais competitivos.

“Vamos formar ‘promotores culturais’ que vão criar valor onde não se sabe que ele existe. Serão profissionais treinados para ‘ver’ bens e produtos onde outras pessoas não vêem nada, o que lhes vai conferir aptidões para reconverter as fontes de riqueza de regiões deprimidas, aumentando a sua sustentabilidade económica e auto-estima”, explica o Reitor da UPT.

Ciente de que se trata de uma nova área de estudos, ainda desconhecida junto dos jovens e empregadores, o mesmo responsável reforça a sua explicação do novo conceito de ‘promotor cultural’ que anuncia:

“Estes ‘promotores culturais’ são descobridores, garimpeiros da cultura, mineiros com costela de antropólogos. Serão os primeiros a identificar os valores culturais sob a poeira, o desleixo, o abandono, os hábitos instalados, mostrando aos economistas, aos gestores e aos investidores os motivos culturais que merecem valorização económica e investimento”, acrescenta.

Quanto à questão da empregabilidade dos futuros licenciados em ‘Cultura e Economia Criativa’, Guilherme de Oliveira acredita que é precisamente na actual conjuntura económica e social que reside o potencial da futura profissão.

“Não é por acaso que tem aumentado o interesse por esta área no âmbito do espaço europeu – a Economia da Cultura é, no actual contexto de crise, um domínio em forte expansão e essencial ao desenvolvimento de novas formas de crescimento económico e social e de novos modelos de negócio”, sublinha.

Integrada no ‘Departamento de Ciências da Educação e do Património’, a nova licenciatura da UPT pretende atrair, em primeiro lugar, os jovens que acedem à universidade na idade própria e que pretendam uma profissão diferente, com um forte potencial económico.

Por outro lado, a UPT está também convicta de que o curso poderá suscitar o interesse de pessoas mais velhas, que tenham mais tempo livre e que queiram regressar à universidade para se enriquecerem culturalmente, o que levou a instituição a conceber um regime de frequência livre, que permite escolher as disciplinas mais interessantes, sem obrigações curriculares, mas com o mesmo nível de ensino.

De acordo com a UPT, os futuros profissionais na área da ‘Cultura e Economia Criativa’ serão procurados para trabalhar em museus, empresas criativas, câmaras municipais, galerias de arte, instituições culturais, e para fazer consultadoria nos domínios da gestão cultural e das artes, gestão do território, gestão turística, gestão da cultura e do património.

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