São as empresas portuguesas ágeis?

A maioria dos inquiridos do Barómetro Human Resources é peremptório: as empresas portuguesas, no geral, não são ágeis. Os resultados desvendam também as áreas onde a agilidade é mais necessária nas organizações.

 

Por Ana Leonor Martins

 

“Agilidade nas Empresas” foi o tema da XVII Conferência Human Resources, que se realizou no passado dia 2 de Abril e cuja reportagem completa será publicada na edição de Maio, e por isso também quisemos saber a opinião do nosso painel de especialistas. Serão ou não as empresas em Portugal ágeis? Qual a vertente das organizações com maior “urgência” de agilidade? E em termos de pessoas, em que áreas se regista maior “rididez”? Foram algumas perguntas que colocámos e cujos resultados damos a conhecer neste artigo.

Porque quando se fala de agilidade é importante não esquecer que a vontade das empresas não basta, outro tema em destaque na 27.ª edição do Barómetro Human Resources é legislação laboral portuguesa. Estará preparada para responder às reais necessidades das empresas? E quais as áreas em que há maior oportunidade de melhoria?

Para além destes dois temas, questionámos ainda o painel sobre a Employee Value Proposition (EVP) que as suas empresas oferecem e qual a relevância que o Employer Branding assume.

Composto por mais de 200 especialistas, o painel do Barómetro conta sobretudo com directores de Pessoas (75%), mas também integra presidentes/ chief executives officers (10%) e directores de Marca/ Comunicação e/ ou Marketing (15%). Mensalmente, estes profissionais são desafiados a partilhar as suas perspectivas sobre temas na ordem do dia no que à Gestão de Pessoas diz respeito. E alguns são convidados a partilhar o seu testemunho sobre os temas em destaque. Nesta edição, partilhamos a opinião de Joana Queiroz Ribeiro, directora de Pessoas e Organização da Fidelidade; Nuno Ferreira Morgado, sócio principal da PLMJ Advogados; Nuno Troni, director da Randstad Professionals; Paula Sequeiros, directora de Pessoas & Organização da Novartis Portugal; e de Pedro Ramos, director de Recursos Humanos do Grupo TAP.

 

Ágeis, mas pouco

Sobre se “As empresas portuguesas, no geral, são ágeis”, 55% dos inquiridos é peremptório em afirmar que não. E só 5% considera que sim, pois os restantes 40% acredita que “sim, mas apenas em algumas áreas”. Os resultados alteram-se significativamente quando a pergunta muda para “a sua empresa, em particular, é ágil”. Quando o foco muda, a percentagem de inquiridos que acha que a sua empresa não é ágil diminui para 33%, ou seja, desce 17 pontos percentuais. Ainda sim, continua elevada a percentagem de quem considera que a sua empresa é ágil, mas só em algumas áreas – 47% (mais sete pontos percentuais do que na pergunta genérica). Daqui resulta que “só” 19% defende que a sua empresa é ágil. Sendo que o painel do Barómetro Human Resources tem representadas várias empresas multinacionais, pode denotar em Portugal, as organizações estão mais “atrasadas” neste tema.

Conheça os resultados na íntegra na edição de Abril da Human Resources, e leia a análise de:
– Joana Queiroz Ribeiro, directora de Pessoas e Organização na Fidelidade
– Nuno Ferreira Morgado, sócio principal da PLML Advogados
– Nuno Troni, director da Randstad Professionals
– Paula Sequeiros, directora de Recursos Humanos na Novastis Portugal
– Pedro Ramos, director de Recursos Humanos do Grupo TAP Air Portugal

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