Só 10% das empresas portuguesas são líderes digitais. Porquê?

De acordo com o Indicador de Transformação Digital da Dell Technologies (Indicador DT), a maioria das empresas nacionais são avaliadores digitais, ou seja, “abraçam a transformação digital de forma cautelosa e gradual”. Saiba quais são as principais barreiras à transformação digital.

 

O estudo da DellEMC, elaborado em colaboração com a Intel para mapear o progresso da transformação digital de empresas média e grande dimensão, tendo como base as expectativas e receios digitais dos líderes de negócio de todo o mundo, revela ainda que 36% dos gestores acreditam que vão antecipar, de forma disruptiva, as mudanças antes de estas serem exigidas pelo mercado.

Por outro lado,  94% dos líderes de negócio portugueses acreditam que, dentro de cinco anos, as suas organizações terão que se esforçar ainda mais para responder aos pedidos dos seus clientes e 13% teme que a sua organização seja ultrapassada.

Actualmente, apenas 10% das empresas portuguesas estão a adoptar o digital, existindo ainda um número significativo de empresas cujo percurso para a transformação digital é muito lento (24%) ou que ainda não possuem um plano digital (8%).

Segundo a pesquisa, 90% das empresas portuguesas estão a enfrentar grandes impedimentos para a transformação digital ao dia de hoje.

As cinco principais barreiras à transformação digital identificadas em Portugal são:
– falta de orçamento e recursos;
– privacidade de dados e preocupações com a cibersegurança;
– a cultura digital imatura: falta de alinhamento e colaboração em toda a empresa;
– falta de uma estratégia e visão digital coerente;
– abordagem reactiva para actividades concorrentes.

O Indicador DT mjostra que as empresas estão a tomar medidas para superar as barreiras, juntamente com a ameaça de serem superadas por players mais ágeis e inovadores, contudo, o progresso nestas áreas ainda é reduzido.

Podemos confirmar isso através de dados que mostram que:
– 63% das empresas portuguesas usam tecnologias digitais para acelerar o desenvolvimento de novos produtos ou serviços;
– 50% das empresas promovem segurança e privacidade em todos os dispositivos, aplicações e algoritmos;
– 35% esforçam-se para desenvolver internamente conjuntos de competências e conhecimentos adequados, tais como ensinar os funcionários a programar;
– 44% promovem a partilha de conhecimento entre funções, equipando os líderes de TI com competências de negócio e os líderes de negócio com conhecimentos de TI.

As empresas também estão a recorrer às tecnologias emergentes e à cibersegurança para potenciar (e proteger) a sua transformação. Nos próximos três anos, 59% das empresas portuguesas pretendem investir em cibersegurança, 45%  pretendem investir em multi-cloud, 45% querem investir em tecnologia IoT, 32% em Inteligência Artificial e 31% pretende investir em Flash.

Um número mais reduzido de empresas, mas já significativo, planeia experimentar tecnologias emergentes: 13% das empresas investem actualmente em blockchain, 11% em computação quântica e 25% em realidade virtual/realidade aumentada.

 

Dois anos depois do lançamento do estudo, a amostra da pesquisa foi aumentada de 16 para 42 países, passando a comparar 4600 empresas, usando os seguintes agrupamentos “Líderes Digitais” (transformação digital, em diversas formas, integrada no DNA da empresa), “Adopção do Digital” (tem um plano digital maduro, investimentos e inovações em curso), “Avaliadores Digitais” (abraça a transformação digital de forma cautelosa e gradual; planeando e investindo no futuro), “Seguidores Digitais” (pequenos investimentos, tentativas de começarem planos para o futuro) e “Demorados Digitalmente” (não têm um plano digital, iniciativas limitadas e investimentos).

 

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