Talento Z: afinal, o que valorizam nas empresas?

O salário já não é o factor que mais pesa. Com uma visão mais disruptiva, os nativos digitais do mercado laboral – o talento Z – preferem outros benefícios. Conheça as principais tendências de mercado de quatro distintas gerações: os baby boomers, a geração X, a geração Y ou millennials e a geração Z.

 

Segundo o relatório “Talento Z: Os nativos digitais no mercado laboral”, da Hays, que contou com mais de 855 inquiridos, nascidos até 2001, «os benefícios podem ser a chave para a atracção e retenção de talentos».

Num mercado liderado pelo candidato, o seguro de saúde (86%), formação e certificações (66%) e automóvel para uso pessoal (61%) são os três principais benefícios referidos pelos  baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964).

Já a geração X (nascidos entre 1965 e 1980) refere o seguro de saúde (88%), formação e certificações (80%) e a flexibilidade de horários (76%).

Os millennials (nascidos entre 1981 e 1994) apontam também o seguro de saúde (82%), formação e certificações (79%) e a flexibilidade de horários (76%).

Por fim, a geração Z (nascidos entre 1995 e 2012) preferem a possibilidade de trabalhar a partir de casa (72%), o seguro de saúde (72%) e flexibilidade de horários (70%). Esta é também a geração de profissionais que mais valoriza o refeitório (46%), cartão de refeição (38%), subsídio de transporte (52%), acesso à rede para uso pessoal (26%), descontos em produtos ou serviços (50%) e dias de férias extra (60%).  No entanto, não demonstra interesse em ter automóvel para uso pessoal, tendo este benefício vindo a decrescer gradualmente em importância a cada nova geração.

Ainda numa vertente de atracção e retenção, «as chefias e os managers têm um grande impacto directo nos colaboradores», conclui a Hays. Segundo o relatório, a geração X e Y concordam que os seus superiores não têm as soft skills necessárias para desenvolver a função e descrevem que uma chefia ideal seria alguém motivador, justo, ético, transparente e experiente.

 

As gerações no mercado de trabalho
De acordo com este estudo e o mais recente Guia do Mercado Laboral 2019, verificou-se que os perfis mais procurados neste ano são os Comerciais, de Tecnologias de Informação e de Engenharia. No entanto, a Geração Zprefere áreas como a Gestão.

A mais recente geração importa-se mais com as saídas profissionais do que qualquer outra geração, refere a Hays, sublinhando que se deve a «uma nova mentalidade, que é baseada em fazer algo que gostem mais e que seja uma tendência, mas não necessariamente pelo retorno financeiro».

O “gosto pela área” é o factor que mais influencia as quatro gerações na tomada de decisão da área escolhida. Ainda assim, o salário continua a ter um peso considerável para os baby boomers (7%), na geração X (12%) e nos millennials (9%).

Se os baby boomers, os millennials e a geração X pudesse investir numa outra área de formação, o estudo conclui que as áreas de Gestão e Tecnologias de Informação seriam as preferências.

Prevê-se também que as novas gerações trabalhem por mais anos. Por isso mesmo, segundo a Hays, «seria expectável que demonstrassem mais interesse em trabalhar em diferentes empresas ao longo da carreira profissional, mas os resultados apontam para o contrário». A geração Z é, de todas as outras analisadas, a que quer trabalhar em menos empresas diferentes.

«Percebe-se também que à medida que as gerações vão avançado as expectativas em relação ao tempo de espera por uma promoção vai reduzindo. Ou seja, as primeiras gerações são mais pacientes para verem os resultados/benefícios do seu trabalho do que as novas gerações, que querem ser valorizadas mais de imediato», comenta Paula Baptista, managing director da Hays Portugal.

 

Emigração qualificada
Para a Hays, «existe uma boa conjuntura económica portuguesa e o mercado laboral encontra-se cada vez mais dinâmico», pelo que «estes dois factores contribuem para o abrandamento nas tendências de fuga de talento para o estrangeiro nos últimos anos». Ao analisar os resultados, nenhuma das gerações revela interesse em emigrar, num futuro próximo.

Quando questionados sobre quais os países que consideram mais apelativos para emigrar, Espanha surge como a opção menos apelativa para a geração Z. Os Estados Unidos estão no topo das preferências para esta geração, seguido da Alemanha e Espanha. Para as restantes gerações, as preferências passam por Espanha, Alemanha, Angola e Reino Unido.

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