Tendências e acidentes de percurso

Na XVI Conferência Human Resources partilharam-se as visões, experiências e opiniões de Sofia Tenreiro, directora-geral da Cisco, e de Teresa Nascimento, directora de Recursos Humanos do Millennium bcp. Falou-se de tendências, que já não são do futuro, e de acidentes de percurso. 

 

Começou por subir ao palco do Museu do Oriente Sofia Tenreiro, que salientou que, «actualmente, a constante é a mudança, e está cada vez mais rápida. Temos que estar abertos à mudança e reinventarmo-nos todos os dias», afirmou.

E destacou 10 tendências:

1º – Informação é o novo petróleo, ou seja, é poder.

2º – Organização do espaço físico tem influência na motivação e colaboração das pessoas.

3º- Pela primeira vez na história há cinco gerações a trabalhar em simultâneo, o que obriga a lidar com esta multigeração e a retirar o melhor partido de cada uma.

4º- Diversidade, que significa maior importância da individualidade.

5º- Tecnologia do espaço de trabalho tem que evoluir para manter a produtividade (video).

6º – Flexibilidade e mobilidade, com responsabilidade.

7º- Gamificação e social media no trabalho.

8º- Novo recrutamento, privilegiando as soft skills.

9º – Automação não em relação a postos de trabalho mas a tarefas, deixando mais tempo para tarefas complexas.

10º- Aprendizagem contínua das competências digitais.

Com uma partilha completamente diferente, Teresa Nascimento, contou a transformação que o Millennium bcp está a protagonizar, lembrando que as tendências são realidade, mas depende muito das organizações em que se está, sendo o desafio fazê-las acontecer nas empresas onde estamos, com as pessoas que temos, e num contexto de rápida mudança.

E não escondeu que há acidentes de percurso. Em 2011 o Millinnium bcp teve que fazer uma redução de três mil colaboradores e de 40% dos custos operacionais, estava com um empréstimo estatal de 3 mil milhões, isto enquanto «lá fora de falava de millennials e de transformação digital. O nosso desafio era sobreviver», recorda.

O desafio foi superado, mas tinha que surgir uma nova organização, com novas estruturas e novos modelos de negócio, porque entretanto o mundo tinha mudado. Mas por onde começar, numa organização grande, conservadora e acabada de sair de uma crise: pelo cliente. Para além dos clientes, no processo de transformação há que dar atenção às pessoas/ cultura organizacional e aos algoritmos.

Teresa Nascimento defendeu ainda que no caminho para a mudança tem que se começar pelos líderes, não para fazer tudo, mas para conduzir o processo. Ou seja, são precisos os líderes certos. E também fazer as opções tecnológicas adequadas e gerir bem a transição. Foram definidas várias prioridades, da digitalização à sustentabilidade do negócio, mas «o lado humano do que fazemos é o principal factor de sucesso».

Alertou ainda que podem sempre existir acidentes de percurso. Porque há muitos riscos na banca, nomeadamente: «fazer benchmarking entre iguais quando a principal concorrência não é igual a nós; forma como se encara o erro; liderança directiva; é sempre uma questão de dinheiro; importante é ter um MBA».

E concluiu, destacando a importância de «mobilizar o talento, através de envolvimento e compromisso; novas formas de trabalhar e preparar o futuro, recrutando novos perfis. São os temas mais importantes. E os Recursos Humanos têm que ser o motor da transformação.»

 

Não perca, na edição de Janeiro da Human Resources, a reportagem completa do evento.

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