Trabalho do futuro: tendências a ter em conta

Já viu provavelmente a manchete “os robôs irão apoderar-se do seu emprego!” Embora seja inegável que algumas funções se tornarão obsoletas à medida que a tecnologia evolui, estes estão, na realidade, a melhorar o que fazemos e a forma como o fazemos.

 

Por Bernardo Samuel, manager Michael Page 

 

A Michael Page, em parceria com os analistas de tendências Foresight Factory, levou a cabo uma investigação para analisar as tendências e tecnologias actuais que darão forma ao local de trabalho do futuro. Através de uma análise destas tendências, e com os contributos dos nossos consultores de recrutamento especialistas, antevemos o que estas tendências irão brevemente significar para as competências necessárias nas funções em sectores laborais essenciais. Assim, identificámos sete tendências futuras do contexto laboral a ter em atenção.

 

1 – Curriculum do futuro

O CV do futuro será um espaço interactivo e personalizado, impulsionado pela Inteligência Artificial (IA). Deste modo, de futuro, poderá incluir:

– Assistente pessoal: para facilitar o interface entre os seus dados pessoais com outros humanos/ IA sofisticada/ chatbots para recrutamento;

– Opção de anonimato do CV/ protecção de dados;

– Repositório documental: referências profissionais, relatórios de projectos, publicações, vídeos, formação académica e competências em evolução;

– Protecção baseada na nuvem com cadeia de blocos como prova inalterável de experiências anteriores – concebido para análise pela IA, para avaliar a adequação do perfil a uma descrição de função e vice-versa;

– Informações privadas: no futuro, protegidas por uma cadeia de blocos privada, mas acessível à IA até 2030.

 

2 – IA emocional: a procura da empatia artificial 

Os avanços na tecnologia de IA estão a ajudar os colaboradores humanos em tarefas repetitivas. Ainda assim, será sempre necessária uma intervenção humana.

– Assistentes úteis: Nomeadamente em serviços de atendimento ao cliente, os chatbots podem substituir também o trabalho de um humano, através da realização de perguntas iniciais. As marcas estão cada vez mais a usar os serviços humanos para consultas mais complicadas, deixando as tarefas mais simples para a IA.

Relativamente à experiência comercial, antecipa-se que a mesma seja baseada em IA, assim como uma competência pessoal essencial, no momento em que a tomada de decisão envolva o sentimento de empatia, competência altamente apreciada pelos humanos.

 

3 – Competências fluídas 

A evolução exponencial da tecnologia e a necessidade crescente de proteger a nossa própria sustentabilidade financeira estão na base de que iremos mover-nos para um mundo em que as pessoas terão várias carreiras, em que a “aprendizagem ao longo da vida” ou as “competências fluídas” serão cruciais para reforçar a empregabilidade de um indivíduo.

Alguns autores defendem que com uma profusão de novas ferramentas e serviços disponíveis, o conhecimento pode ser adquirido mediante pedido, facilmente actualizado e descartado quando deixa de ser útil. Entrámos na era das “competências fluídas”.

 

Conheça as restantes tendências e leia o artigo na íntegra na edição de Março da Human Resources.

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